Trump realiza funeral de seu irmão Robert na Casa Branca

Sede do governo americano não era local de um funeral com corpo presente desde 1963, quando o então presidente John F. Kennedy foi assassinado

Donald Trump realizou funeral do irmão na Casa Branca

Donald Trump realizou funeral do irmão na Casa Branca

Jonathan Ernst - Reuters 03.08.2020

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou na sexta-feira (21) na Casa Branca um funeral para seu irmão mais novo, Robert, que faleceu no último sábado (15) em Nova York.

A sede do governo americano não era local de um funeral com corpo presente desde 1963, quando o então presidente John F. Kennedy foi assassinado.

Membros da família de Trump, incluindo a primeira dama, Melania, compareceram ao funeral, que foi assistido por dezenas de convidados, na Sala Leste, que costuma ser usada para recepções presidenciais oficiais.

Mais tarde, Trump, Melania e outros membros da família acompanharam o caixão enquanto era levado do interior da Casa Branca desde o Pórtico Norte até o carro funerário.

O presidente americano não fez nenhuma declaração aos jornalistas presentes.

Uma fonte da Casa Branca confirmou à rede de televisão "CNN" que os custos do funeral seriam pagos pelo próprio Trump, que na última segunda-feira anunciou que planejava realizar o funeral na residência.

"Isso seria, penso eu, uma grande honra para ele. Eu acho que ele ficaria muito honrado", disse o presidente americano no início da semana.

Robert Trump, a quem o presidente descreveu como seu "melhor amigo", morreu no sábado, em um hospital de Nova York. Segundo um amigo da família que falou ao jornal "The New York Times" em condição de anonimato, Robert havia sofrido recentemente hemorragias cerebrais como resultado de uma queda, e nas últimas semanas sua saúde piorou.

Esta foi a primeira vez que os restos mortais de um cidadão sem cargo público foram levados à mansão presidencial para uma cerimônia fúnebre desde 1936, quando houve a de Louis Howe, conselheiro do então presidente Franklin Delano Roosevelt. EFE