Era Trump

Internacional Trump teria oferecido perdão a Assange em troca de 'favor'

Trump teria oferecido perdão a Assange em troca de 'favor'

Ex-deputado republicano teria negociado perdão a fundador do Wikileaks se ele negasse envolvimento russo em vazamento de e-mails de Hillary Clinton

  • Internacional | Fábio Fleury, do R7

Assange foi procurado por aliado de Donald Trump

Assange foi procurado por aliado de Donald Trump

Simon Dawson / Reuters - arquivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, teria oferecido perdão a Julian Assange em 2017 em troca de o fundador da WikiLeaks declarar não haver envolvimento da Rússia com o vazamento de e-mails da então candidata à Presidência dos EUA, Hillary Clinton, em 2016.

A alegação foi feita nesta quarta-feira (19), durante uma audiência em Londres, no processo em que Assange tenta evitar sua extradição para os EUA. A suposta interferência da Rússia nas eleições norte-americanas de 2016 gerou uma grande investigação feita pelo procurador-especial Robert Mueller.

Visita na embaixada

O advogado do australiano, Edward Fitzgerald, disse ter provas de que o ex-deputado republicano Dana Rohrabacher visitou seu cliente em agosto de 2017, quando ele ainda estava refugiado na embaixada do Equador em Londres.

Ele juntou ao processo uma declaração em que afirma que "o sr. Rohrabacher foi ver o sr. Assange e disse, sob ordens do presidente, que oferecia um perdão ou outra saída se o sr. Assange dissesse que a Rússia não tinha nada a ver com o vazamento do DNC (Comitê Nacional Democrata)".

Essa declaração foi juntada ao processo pela juíza distrital Vanessa Baraitser, segundo o jornal inglês The Guardian.

Casa Branca nega

A porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, disse que "o presidente mal conhece Dana Rohrabacher, além do fato de que ele é um ex-deputado. Ele nunca falou com ele sobre isso ou quase qualquer outro assunto. Isso não passa de uma mentira."

Segundo o Guardian, no entanto, a Casa Branca chegou a confirmar, em setembro de 2017, que Rohrabacher tinha procurado o então chefe de gabinete de Trump, John Kelly, para falar sobre um possível acordo com Assange. 

Na época, o então deputado disse à imprensa norte-americana que Assange teria de entregar provas de que a Rússia não era a fonte do vazamento de e-mail, como um computador ou dispositivo de armazenamento. "Ele não seria perdoado, obviamente, se não nos trouxesse uma prova", disse Rohrabacher.

Últimas