Internacional Trump volta a criticar Acordo de Paris em reunião do G20

Trump volta a criticar Acordo de Paris em reunião do G20

Trump condenou o Acordo Climático de Paris do qual seu país se retirou sob seu mandato, mas ao qual Joe Biden prometeu voltar

O presidente dos EUA, Donald Trump, em reunião virtual do G20

O presidente dos EUA, Donald Trump, em reunião virtual do G20

EFE / EPA / YVES HERMAN / POOL - 21/11/2020

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dedicou aquele que pode ter sido seu discurso na Cúpula do G20 para condenar firmemente o Acordo Climático de Paris do qual seu país se retirou sob seu mandato, mas ao qual o provável sucessor, o democrata Joe Biden, prometeu voltar.

Trump participou online de um evento sobre como salvar o planeta da crise climática como parte da cúpula, organizada pela Arábia Saudita e que termina neste domingo (22).

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Em um breve discurso gravado na Casa Branca, o presidente americano defendeu a forma como vem lidando com as questões ambientais, que tem sido altamente criticada por ativistas e especialistas.

"Retirei os Estados Unidos do injusto e unilateral Acordo Climático de Paris, um acordo muito injusto para os Estados Unidos. O Acordo de Paris não foi projetado para salvar o meio ambiente. Ele foi projetado para matar a economia dos EUA", declarou Trump.

"Recuso-me a entregar milhões de empregos americanos e enviar bilhões de dólares aos piores poluidores e transgressores ambientais do mundo, e é isso que teria acontecido", completou.

Dessa forma, o chefe de governo americano resgatou uma queixa de que o pacto pelo clima não é tão rigoroso para países poluidores como a China ou a Índia, um argumento que ele usou quando anunciou a saída do Acordo, em junho de 2017.

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A retirada dos EUA se tornou efetiva à meia-noite de 4 de novembro, no meio da noite de eleições, e três dias antes da grande mídia projetar que Biden havia vencido estados-chave e conquistado a vitória nas presidenciais americanas.

Biden se comprometeu a reintegrar os EUA no Acordo de Paris em seu primeiro dia no cargo, 20 de janeiro, e também disse que investirá US$ 1,7 trilhão em energia limpa e fará com que o país neutralize suas emissões de gases de efeito estufa até 2050.

Em seu discurso, Trump vangloriou-se de suas políticas para promover a "independência energética dos Estados Unidos", que envolveram a defesa de fontes tradicionais e poluentes como carvão e petróleo, e de seu investimento de mais de US$ 38 bilhões em infraestrutura hídrica.

Ele também disse que o ar nos EUA está agora "7% mais limpo" do que quando chegou ao poder, em 2017, e insistiu na recusa em "impor acordos internacionais aos cidadãos concebidos apenas para beneficiar um dos lados".

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