Tubarão arranca menino de 10 anos de barco no litoral da Austrália

O animal fugiu quando o pai da criança pulou na água; a vítima teve ferimentos no braço, na cabeça e no tórax, mas não corre risco de morrer

Família acredita que ataque tenha sido de
 um tubarão branco, comum na região

Família acredita que ataque tenha sido de um tubarão branco, comum na região

Helmut Fohringer / EPA - EFE - Arquivo

Um menino de 10 anos teve ferimentos na cabeça, no braço e no tórax e teve o colete salva-vidas rasgado após ser arrancado por um tubarão do barco onde estava com a familia, em uma viagem de pescaria no litoral da Austrália. O ataque aconteceu na sexta-feira (17) no mar perto da cidade de Stanley, no norte da ilha da Tasmânia.

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Segundo o serviço de emergências da Tasmânia, o tubarão fugiu depois que o pai da criança pulou na água para salvá-la, mas mesmo assim o menino ficou ferido e precisou ser hospitalizado. Ele não corre risco de morrer.

A Austrália, o país do mundo com maior número de ataques de tubarões, já registrou cinco mortes em incidentes desse tipo este ano.

Suspeita de tubarão branco

De acordo com um morador da região, Ben Allen, a família contou que eles limpavam peixes no barco, de cerca de 6 metros, quando o tubarão pulou, mordeu o colete do menino e o puxou para a água. Eles suspeitam que fosse um tubarão branco, comum nos mares australianos, mas não conseguiram confirmar.

Allen, que é mergulhador e viu quando o barco chegou ao cais com o menino ferido, os tubarões brancos são comuns na região nesta época do ano.

"Perto de onde aconteceu o ataque há uma colônia de focas, ele devia estar procurando o que comer. O menino deu muita sorte, já tem uma boa história para contar", disse ele em entrevista a uma emissora de rádio local.

Segundo o especialista em ataques de tubarão Chris Black, as chances de ter sido um tubarão branco são muito grandes, porque é a única espécie que tem a tendência de buscar alimento acima da linha da água.

"Provavelmente ele foi atraído porque eles estavam limpando os peixes no barco e jogando as entranhas na água. Está no DNA deles procurar fontes de bons alimentos e investigar", explicou Black em entrevista à ABC australiana.