Novo Coronavírus

Internacional Tunísia investiga uma possível cepa local do novo coronavírus

Tunísia investiga uma possível cepa local do novo coronavírus

Especialistas analisam duas infecções, que seguiram padrões diferentes das outras registradas no país até o momento

  • Internacional | Da EFE

Dezenas de testes estão em andamento para tentar detectar nova cepa

Dezenas de testes estão em andamento para tentar detectar nova cepa

Mohamed Messara / EFE - EPA - 22.2.2021

Cientistas da Tunísia estão investigando se ocorreu uma mutação e se há uma nova variante local do novo coronavírus no país, após a detecção de duas infecções que parecem seguir um padrão diferente, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (22) pela imprensa local.

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Segundo Hashemi al Wazir, diretor do Instituto Nacional Pasteur, o mais prestigiado do país do norte da África, os dois casos investigados foram encontrados por coincidência após inúmeros exames em um jovem assintomático e em um idoso que sofria de uma doença crítica e morreu.

No entanto, ainda não é possível relacionar a morte do idoso, internado no hospital Mongi Slim, em La Marsa, e que inicialmente deu negativo, com a possível nova cepa, alertou.

As análises realizadas até o momento não mostraram um risco específico para essa variante, seja em termos de sintomas ou velocidade de disseminação, acrescentou.

Ajuste tecnológico

O presidente do Comitê de Saúde do Parlamento tunisino, Sohail Alouni, admitiu que os laboratórios nacionais não estão preparados para detectar novas variantes, mas que já foram tomadas as medidas necessárias para as instalações de equipamentos mais modernos.

Até o momento, três variantes da Covid-19, que surgiram no ano passado na China, foram detectadas no mundo: uma britânica, outra sul-africana e outra brasileira.

Segundo dados do Ministério da Saúde da Tunísia, mais de 227 mil pessoas foram infectadas no país e mais de 7,5 mil morreram em decorrência da doença, a maioria após a abertura da fronteira em 27 de junho do ano passado, quando na ocasião havia apenas 1,5 mil casos e 50 vítimas.

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