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Internacional Turquia diz não escolher lado na guerra da Síria

Turquia diz não escolher lado na guerra da Síria

Bekir Bozdag disse que seu país tem política diferente de EUA, Rússia e Irã mas que é contra apoio ao regime sírio

Guerra Síria

País diz que ataques aéreos enviaram recado a Assad

País diz que ataques aéreos enviaram recado a Assad

Reprodução/Reuters

A Turquia não está contra ou a favor de qualquer país envolvido na guerra da Síria, e sua política para a região é diferente daquela de Irã, Rússia e Estados Unidos, disse o vice-primeiro-ministro turco, Bekir Bozdag, nesta segunda-feira (16).

Os comentários de Bozdag, que é o porta-voz do governo, foram uma resposta a uma pergunta de um repórter sobre um comentário do presidente francês, Emmanuel Macron, que disse que o apoio turco a ataques com mísseis contra a Síria mostrou que Ancara se "separou" da Rússia.

EUA, Reino Unido e França dispararam mais de 100 mísseis contra a Síria na sexta-feira, um "ataque único" que o Pentágono disser ter sido uma reação a indícios de que o presidente sírio, Bashar al-Assad, foi responsável por um ataque com armas químicas usando no mínimo gás cloro.

"A diretriz da Turquia para a Síria não é estar a favor ou contra nenhum país. Não há mudança na diretriz que a Turquia vem seguindo", disse Bozdag a repórteres no Catar. "Não temos uma diretriz unificada com os EUA na questão da (milícia curda na Síria) YPG, e a postura da Turquia não mudou. Também somos contra o apoio incondicional ao regime (sírio) e estamos em atrito com Irã e Rússia nisto", afirmou.

Embora a Turquia esteja cooperando com a Rússia e o Irã para refrear parte da violência na Síria, Ancara vem exigindo há tempos a saída de Assad e apoiando os rebeldes que o confrontam. Os principais apoiadores de Assad são Moscou e Teerã.

A Turquia também tem discordado de Washington quanto ao apoio dos EUA à YPG, que Ancara considera uma organização terrorista ligada a militantes curdos que mantêm uma insurgência em solo turco há décadas.

A Turquia apoiou os ataques aéreos de forças norte-americanas, britânicas e francesas, dizendo que a medida enviou um recado a Assad.

Bozdag disse que seu país não hesita em trabalhar com qualquer país que defenda "princípios corretos" na Síria.

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