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Internacional UE não vai renovar contrato para compra de vacinas de Oxford

UE não vai renovar contrato para compra de vacinas de Oxford

Decisão foi tomada após atrasos da AstraZeneca. Empresa entregou 31 milhões das 120 milhões doses compradas pelo bloco

UE não vai renovar contrato para compra de vacinas de Oxford

UE não vai renovar contrato para compra de vacinas de Oxford

Leonhard Foeger/Reuters - 30.04.2021

O comissário europeu para o Comércio Interno, Thierry Breton, confirmou no domingo (9) que o bloco não renovou o contrato para a compra de mais imunizantes anti-covid da AstraZeneca, fabricante das vacinas de Oxford.

"Não renovamos a compra após junho. Vamos ver o que acontecerá", disse Breton em entrevista à France Inter. Na sua fala, o comissário não fez críticas diretas à empresa, apenas ressaltou que essa é "uma vacina muito interessante e muito boa", sobretudo por suas "condições logística e conservação".

No entanto, a pausa nas compras ocorre após sucessivos atrasos nas entregas do imunizante e uma série de críticas públicas feitas pelos líderes da União Europeia.

Durante a entrevista, Breton ainda enalteceu a Pfizer, que produz uma vacina com a BioNTech e com a qual foi fechado durante o fim de semana um novo contrato que prevê a compra de até 1,8 bilhão de doses, e disse que o bloco já está trabalhando com a farmacêutica "nas vacinas da segunda geração".

Nesta segunda-feira (10), um dos porta-vozes da Comissão Europeia confirmou a informação e destacou que "a entrega de todas as doses contratadas do contrato em vigor com a AstraZeneca é prioridade para nós".

"O contrato resta em vigor até a entrega da última dose. A vacina de Oxford é importante para nosso portfólio e será administrada em milhares de europeus. A empresa não respeitou os compromissos contratuais e, por isso, a Comissão já iniciou uma ação judicial. No passado, já havíamos informado que não exercitaríamos a opção de compra de mais 100 milhões de doses adicionais. Não podemos mais falar sobre o futuro", destacou à imprensa.

Conforme dados da Comissão Europeia, das 120 milhões de doses que deveriam ter sido entregues no primeiro semestre, que termina no próximo mês, apenas 31,2 milhões foram de fato enviadas. O contrato firmado prevê o envio de 400 milhões de doses até o fim do ano de 2021.

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