Crise na Venezuela

Internacional UE pede que Venezuela volte atrás em expulsão de embaixadora

UE pede que Venezuela volte atrás em expulsão de embaixadora

Bloco europeu alerta que medida pode isolar ainda mais o país sul-americano no cenário internacional

  • Internacional | Da EFE

Rayner Peña / EFE - 24.2.2021

A União Europeia pediu nesta quarta-feira (24) para que o governo da Venezuela volte atrás na decisão de obrigar a embaixadora da UE, Isabel Brilhante, a abandonar o país em um prazo de 72 horas.

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"A UE lamenta profundamente esta decisão, que apenas isolará a Venezuela internacionalmente. Pedimos que a decisão seja revertida", disse à Agência Efe a porta-voz do Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE), Nabila Massrali.

Mais cedo, o governo da Venezuela declarou a diplomata portuguesa como 'persona non grata' e deu a ela o prazo de 72 horas para deixar o país, como forma de responder às sanções aprovadas pelo bloco contra 19 políticos e autoridades venezuelanos. A UE não reconhece as eleições de 6 de dezembro do ano passado no país sul-americano.

O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, entregou o documento com a comunicação das decisões à diplomata nesta quarta-feira, um dia após a Assembleia Nacional (parlamento) solicitar ao governo a adoção da medida, por considerar que a UE interferiu em assuntos internos do país.

O chanceler se reuniu com Brilhante por cerca de uma hora, encontro que, segundo Arreaza, serviu para explicar "o desrespeito à Constituição" representado pelas sanções europeias contra autoridades venezuelanas.

Pedido de diálogo

A porta-voz do SEAE disse que a "Venezuela apenas superará sua crise atual através da negociação e do diálogo, ao qual a UE está completamente comprometida", mas afirmou que a decisão de hoje impacta essa vontade de cooperação.

No dia 29 de junho de 2020, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já havia ordenado a saída de Brilhante do país, decisão que acabou sendo revogada em 2 de julho, com a esperança de que facilitasse o diálogo entre as partes.

Aquela decisão também foi precedida por outra rodada de sanções por parte dos países da União Europeia à Venezuela.

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