Internacional Um candidato é sequestrado e outra atacada a tiros no México

Um candidato é sequestrado e outra atacada a tiros no México

Período pré-eleitoral já teve pelo menos 35 candidatos e pré-candidatos assassinados, segundo consultoria especializada

AFP
Violência no período pré-eleitoral continua alta no México

Violência no período pré-eleitoral continua alta no México

Alfredo Estrella / AFP - 5.5.2021

Uma candidata à prefeita do estado de Michoacán (oeste) foi atacada a tiros, enquanto outro candidato foi sequestrado em Puebla (centro) menos de uma semana antes da eleição de meio de mandato no México, informaram as autoridades locais nesta segunda-feira (31).

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O México celebrará eleições no próximo domingo, marcadas pelo assassinato de 35 candidatos e pré-candidatos, de acordo com a consultoria Etellekt.

A promotoria de Michoacán informou que Rosa Elia Milan, candidata à prefeita de Cuitzeo pelo partido governista Morena, foi atacada com arma de fogo na noite de domingo quando viajava com sua família.

Ela saiu ilesa, mas seu marido foi ferido por tiros disparados por pessoas que viajavam em motocicletas.

O governo de Puebla informou que investiga o sequestro de Porfirio Eusebio Lima, candidato a prefeito de Acajete pelo Partido Verde, em 29 de maio.

À medida que as eleições se aproximam, os ataques contra os candidatos se multiplicam.

Apelo do presidente

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, lançou na segunda-feira um apelo pela “afirmação da democracia de forma pacífica, sem violência”.

"Devemos rejeitar todos os tipos de violência e não resolver coisas como essa. O melhor método é o método democrático", disse ele em entrevista coletiva.

Cipriano Villanueva, 65 anos, candidato a prefeito do município de Acapetahua pelo partido Chiapas Unido, foi morto a tiros na última sexta-feira.

Na semana passada, Omar Plancarte Hernández, candidato do Partido Verde a prefeito de Uruapan, em Michoacán, foi sequestrado por homens armados.

No dia 6 de junho, o México realizará a maior eleição de sua história, na qual serão eleitos mais de 21 cargos, incluindo 500 cadeiras na Câmara dos Deputados e 15 governos estaduais.

Desde dezembro de 2006, quando o governo lançou uma polêmica operação antidrogas, o México registrou mais de 300.000 assassinatos, segundo dados oficiais que atribuem a maior parte desses crimes ao crime organizado.

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