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Internacional Unicef e OMS alertam que 51 mil crianças podem morrer de fome

Unicef e OMS alertam que 51 mil crianças podem morrer de fome

Pandemia do coronavírus fez com que serviços essenciais de nutrição e saúde fossem interrompidos no Oriente Médio e no norte da África 

  • Internacional | Da EFE

Serviços de nutrição foram paralisados durante pandemia

Serviços de nutrição foram paralisados durante pandemia

Wikimedia Commons/CDC

O Unicef e a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiram nesta segunda-feira (15) que 51 mil crianças menores de cinco anos ainda podem morrer devido à "interrupção" da atenção à saúde de nível primário no Oriente Médio e no norte da África causada pela pandemia de coronavírus.

Em comunicado conjunto, os diretores regionais de ambas as agências da ONU, Ted Chaiban e Ahmed al Mandhari, respectivamente, disseram que "51 mil crianças menores de cinco anos podem morrer na região ao final de 2020 se for prolongada a atual interrupção dos serviços essenciais de nutrição e saúde e se aumentar a desnutrição infantil".

A mortalidade infantil em alguns países do Oriente Médio e no norte da África pode aumentar em "cerca de 40%" em comparação com números anteriores à pandemia.

Caso a previsão seja concretizada, isso representará uma "regressão" em relação à sobrevivência infantil nos últimos 20 anos, afirmaram os dirigentes.

Ao todo, a ONU calcula que, com este aumento da mortalidade infantil, o número total pode chegar a 184 mil mortes de crianças menores de cinco anos até o fim do ano.

"A pandemia de coronavírus colocou os sistemas de saúde da região sob uma pressão sem precedentes. Os serviços de atenção à saúde em nível primário diminuíram ou foram interrompidos em muitos países", comentaram Chaiban e Mandhari.

Aumento da mortalidade

Tanto o Unicef como a OMS atribuíram esse aumento da mortalidade infantil ao trabalho sobrecarregado dos profissionais de saúde durante a pandemia. Além disso, afirmaram que as restrições de movimento e bloqueios econômicas impedem o acesso de algumas comunidades ao atendimento médico.

As agências da ONU se comprometeram com a "retomada plena e segura" das campanhas de vacinação e dos serviços de nutrição. Os órgãos também se disseram empenhados em proporcionar o acesso à saúde para cada criança.

Um estudo da Universidade Johns Hopkins indicou uma população de 41 milhões de crianças menores de cinco anos na soma de dez países: Argélia, Djibuti, Egito, Iraque, Jordânia, Marrocos, Síria, Sudão, Tunísia e Iêmen. A mortalidade infantil em menores de cinco anos é de 32 a cada 1.000, segundo dados de 2018 citados no mesmo estudo.

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