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Internacional Vacinação reduz infecções por covid-19 em 65%, dizem estudos

Vacinação reduz infecções por covid-19 em 65%, dizem estudos

Pesquisas realizadas no Reino Unido mostram queda significativa em casos novos logo após a primeira dose da imunização

Reuters
Vacinação no Reino Unido tem sido uma das mais rápidas do mundo

Vacinação no Reino Unido tem sido uma das mais rápidas do mundo

Henry Nicholls / Reuters - Arquivo

O número de infecções pela covid-19 em adultos de todas as idades caiu 65% após a primeira dose da vacina da AstraZeneca ou da Pfizer em uma pesquisa realizada no Reino Unido, que os cientistas dizem mostrar o impacto da campanha nacional de imunização no mundo real. 

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A pesquisa foi conduzida no momento em que uma nova e mais infecciosa variante do coronavírus, chamada de B1.1.7, era dominante no Reino Unido, mas ainda assim concluiu que a vacinação era tão eficiente em pessoas mais velhas e com comorbidades quanto nas mais jovens e saudáveis.

"As conclusões no mundo real são extremamente promissoras", disse o ministro da Saúde britânico, James Bethell, em nota. Ele afirmou que os números mostram que o programa de vacinação britânico contra a covid-19 — um dos mais rápidos do mundo — estava produzindo um "impacto significativo".

Os dados vêm de dois estudos que são parte da Pesquisa de Infecção da Covid-19 - uma colaboração entre a Universidade de Oxford, o departamento de Saúde do governo, e o Gabinete Nacional de Estatísticas. Ambos os estudos foram publicados online, antes da impressão, e ainda não foram revisados por pares. 

Os pesquisadores analisaram mais de 1,6 milhão de resultados de testes PCR de 373.402 participantes do estudo entre 1º de dezembro de 2020 e 3 de abril de 2021. 

Eles concluíram que 21 dias após a primeira dose da vacina, seja a da AstraZeneca ou a da Pfizer-BioNTech — sem a segunda dose — as taxas de novas infecções pela covid-19 caíram 65%. Isso inclui uma queda nas infecções sintomáticas de 74% e uma queda nas infecções sem sintomas de 57%. 

As reduções em infecções gerais e sintomáticas foram ainda maiores após a segunda dose - 70% e 90% respectivamente - concluiu o estudo, e foram semelhantes aos efeitos em pessoas que já haviam passado por uma infecção de covid-19. 

O segundo estudo analisou os níveis de anticorpos para o vírus SARS-CoV-2 para verificar como eles mudaram após uma dose de cada vacina e após duas doses da Pfizer. Os resultados mostraram que as respostas dos anticorpos a uma única dose de ambas as vacinas foram ligeiramente mais baixas em pessoas mais velhas, mas altas em todas as idades após duas doses da Pfizer.

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