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Internacional Variante do coronavírus pode estar em vários países, diz cientista

Variante do coronavírus pode estar em vários países, diz cientista

Daniel Alhambra, de Oxford, disse também que é muito cedo para dizer se a variante é a causa do aumento de casos na Alemanha, Itália e Espanha

Imagem mostra partículas virais de SARS-Cov-2 (pontos escuros) aderindo à membrana de uma célula saudável

Imagem mostra partículas virais de SARS-Cov-2 (pontos escuros) aderindo à membrana de uma célula saudável

Divulgação / Fiocruz

Barcelona (Espanha), 20 dic (EFE).- A nova variante do coronavírus detectada no Reino Unido pode ter infectado pessoas de vários países europeus nas últimas semanas, afirmou neste domingo o cientista Daniel Prieto Alhambra, professor de farmacoepidemiologia da Universidade Britânica de Oxford.

Cerca de 20 milhões de pessoas estão confinadas em Londres e sua área metropolitana há uma semana por causa do aumento do número de casos de covid-19, aparentemente devido à mutação do vírus SARS-CoV-2, que o Reino Unido relatou à Organização Mundial da Saúde (OMS).

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A uma emissora de rádio espanhola, Prieto Alhambra explicou que um mês atrás já se falava no campo científico de uma possível mutação do vírus, que agora seria mais contagiosa, uma mudança que teria sido detectada em vários países europeus.

O pesquisador afirmou que ainda é muito cedo para dizer se a variante é a causa do aumento súbito de casos em Londres, na Alemanha, na Itália e na Espanha, mas frisou que é quase certo que a nova cepa está em várias nações do Velho Continente.

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Integrante do conselho de especialistas que assessora a Agência Europeia de Medicamentos em vacinas contra o vírus, Prieto Alhambra disse que as primeiras indicações são que a mudança ocorreu na proteína S do vírus, o que permite que ele se agarre melhor e, consequentemente, seja mais contagioso.

Caso a teoria seja confirmada, ainda segundo o cientista, será necessário vacinar mais pessoas para se atingir a chamada "imunidade do rebanho". Além disso, se já existem mais pessoas assintomáticas do que os estudos apontam agora, doses de vacinas estão sendo desperdiçadas com pessoas já infectadas.

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Ele também previu que, em qualquer caso, não será possível falar sobre a pandemia começando a ser controlada por mais meio ano e pediu que todas as pessoas sejam imunizadas. "É mais seguro obter imunidade ao ser vacinado do que ao ser infectado", argumentou.

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