Internacional Venezuela denuncia EUA em Haia por 'crimes contra a humanidade'

Venezuela denuncia EUA em Haia por 'crimes contra a humanidade'

Chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, chamou sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao país de 'armas de destruição em massa'

Jorge Arreaza apresenta documento protocolado em Haia

Jorge Arreaza apresenta documento protocolado em Haia

Reprodução/Twitter

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, apresentou nesta quinta-feira (13) denúncia contra os Estados Unidos no Tribunal Penal Internacional (TPI), por crimes contra a humanidade devido às sanções econômicas impostas a seu país.

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O documento entregue ao tribunal "é um fato histórico e tem dados e fatos estatísticos" que refletem os efeitos das sanções sobre a população venezuelana, disse o ministro em uma entrevista coletiva realizada em Haia, cidade na Holanda, onde está localizado o TPI.

"Maduro está na vanguarda dessa tarefa", disse o chanceler, afirmando que as sanções têm como vítima principal "os civis venezuelanos que morreram, que sofreram doenças e que foram impedidos de comer".

O ministro deu como exemplo os efeitos que as sanções tiveram sobre a indústria petrolífera venezuelana, uma vez que afetaram a "transferência de peças, sua reparação e processos de refinação".

As sanções "são armas de destruição em massa e todos os responsáveis estão na elite dos Estados Unidos", embora Arreaza tenha dito que também existem "partidos co-responsáveis" em Caracas, que reivindicaram o aumento das sanções contra a Venezuela.

"É um caso bem fundamentado, pois envolve ataques generalizados e sistemáticos" contra os cidadãos venezuelanos, para que o governo "espalhe a denúncia de várias maneiras".

Jorge Arreaza disse que as sanções sofridas pela Venezuela "são semelhantes à perseguição ao povo judeu durante o Holocausto ou à perseguição ao povo palestino".