Internacional Venezuela fará eleições apesar de pedido de adiamento da UE

Venezuela fará eleições apesar de pedido de adiamento da UE

O presidente do país, Nicolás Maduro solicitou que União Europeia e Organização das Nações Unidas acompanhassem o pleito 

Reuters - Internacional
No dia 6 de dezembro, a Venezuela realizará eleições para eleger parlamentares

No dia 6 de dezembro, a Venezuela realizará eleições para eleger parlamentares

EFE

A Venezuela anunciou nesta quinta-feira (1º) que a realização de eleições para o Legislativo no dia 6 de dezembro está confirmada. A União Europeia havia pedido para que o pleito fosse adiado para poder enviar uma missão para acompanhar o pleito. 

Partidos de oposição liderados pelo presidente do Congresso Juan Guaidó já disseram que não irão participar das eleições com a justificativa de que o processo será fraudado para favorecer o PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), que governa o país.

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Na semana passada, a UE enviou uma missão para Caracas e na quarta-feira emitiu um comunicado dizendo que não há condições para a realização de eleições livres e justas, e por isso pediu um adiamento.

O ministério das Relações Exteriores da Venezuela disse na quinta-feira que a declaração da UE "reflete uma posição enviesada sobre as condições nas quais o povo venezuelano irá escolher a nova Assembleia Nacional no dia 6 de dezembro", e pediu que a UE desempenhe "um papel positivo e respeitoso de facilitação". 

Maduro havia pedido à Organização das Nações Unidas e à UE o envio de missões de observação. Autoridades dizem que a UE precisa de pelo menos seis meses para organizar um grupo de observação.

Henrique Capriles, que foi candidato a presidente duas vezes, há semanas pede que a oposição lute por melhores condições, mas na noite de quarta-feira disse que o adiamento era necessário para garantir uma votação livre e justa.

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