Crise na Venezuela
Internacional Venezuela reforça presença militar na fronteira com o Brasil

Venezuela reforça presença militar na fronteira com o Brasil

Imprensa local e moradores da região de Santa Elena de Uairén, que faz divisa com Pacaraima (RR), registraram movimentação de veículos militares

Venezuela reforça presença militar na fronteira com o Brasil

Venezuelanos registraram movimento de veículos militares

Venezuelanos registraram movimento de veículos militares

Reprodução / Twitter @JesusMHD - 20.2.2019

A Venezuela está reforçando a presença militar na fronteira com o Brasil. Moradores do estado venezuelano de Bolívar registraram nas redes sociais a movimentação de veículos militares na região de Santa Elena de Uairén, cidade que faz fronteira com Pacaraima, em Roraima.

A movimentação de tropas e equipamentos do lado venezuelano aumentou horas depois do anúncio do governo brasileiro de montar uma força-tarefa de ajuda humanitária à Venezuela, respondendo à solicitação do auto-declarado presidente Juan Guaidó.

As fotos feitas por um morador de Santa Elena mostram caminhões da Força Armada Nacional da Venezuela levando veículos blindados e tanques leves em direção à fronteira com o Brasil.

Segundo relatos da correspondente do jornal El Nacional, Pableysa Ostos, tropas venezuelanas devem chegar à região nesta quinta-feira (21).

Na quarta-feira (20), movimentos chavistas realizaram um grande ato em favor do presidente Nicolás Maduro também no estado de Bolívar, considerado estratégico por conta da fronteira com o Brasil e também com a Guiana.

Ajuda deve chegar no sábado

A previsão dos venezuelanos é que a ajuda humanitária vinda do Brasil deve chegar à fronteira no sábado (23). Nas redes sociais, há várias convocações para que voluntários se desloquem até a fronteira para apoiar o ingresso do material ao país inclusive a pé, já que se prevê que as forças pró-Maduro tentem fechar as passagens.

De acordo com veículos locais, diversos deputados venezuelanos já se dirigiram à fronteira para também ajudar na recepção da ajuda humanitária vinda do Brasil. Lideranças indígenas Pemon e o prefeito de outra cidade fronteiriça, Gran Sabana, afirmam que auxiliarão no processo.