Amilton Filho diz que Goiás não tem vocação industrial, por isso precisa de incentivos

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Para o deputado estadual, a revisão e o fim dos incentivos fiscais podem acabar com ambiente de investimentos no Estado

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“Nosso Estado não tem a vocação industrial”, a avaliação é do deputado estadual Amilton Filho (SD), que vê na revisão dos incentivos fiscais, proposta pelo governo e encampada por CPI na Assembleia Legislativa, algo que pode afastar investimentos em Goiás. “Não temos mercado consumidor robusto. Para que as grandes empresas se instalem e continuem por aqui os incentivos são essenciais”, diz.

O parlamentar afirma que a logística necessária para uma empresa como a Mitsubishi, instalada em Catalão, ou a Hyundai Caoa, que tem uma montadora em Anápolis, deve ser compensada com incentivos que estimulem as empresas não só a virem para Goiás, mas para que também permaneçam. Para ele, a falta de matéria-prima, produção de insumos e até mesmo a distância dos mercados consumidores mais robustos deixa o Estado sem atrativos.

Assim, acredita, a política de incentivos fiscais, construída durante décadas, com o Fomentar e o Produzir, criou um ambiente propício para investimentos e atração de empresas, que compensam essa falta de estrutura e de um mercado consumidor maior.

Amilton Filho avalia que o trabalho da CPI dos incentivos fiscais é importante, mas não deve solapar o ambiente propício para investimentos. “No momento em que o tom é ‘acabar com a mamata do empresário’, como dizem alguns, cria um clima ruim. A Assembleia tem que avaliar se há irregularidades ou abusos. E se forem encontrados tem que ser corrigido. Mas até agora nada foi encontrado”, diz.

Ele se diz contra o fim do crédito outorgado para o álcool anidro. O parlamentar diz que o fim deste tipo de benefício pode quebrar toda a cadeia produtiva de Goiás e deixar que a economia goiana retroceda. “A política do Estado e da Assembleia neste sentido é equivocada. A discussão é bem ampla e não deve ser feita desta maneira”, conclui.

A justificativa do relator da CPI, Humberto Aidar (MDB), para revogação do crédito outorgado através de lei é que o Estado já atingiu seu objetivo após 20 anos de benefícios. Além disso, o emedebista disse ao Jornal Opção que receber benefício fiscal por aquilo que não se recolhe do ICMS é incongruência tão evidente ao ponto de os empresários do setor sucroalcooleiro reclamarem quando há redução de alíquotas do ICMS no produto.

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