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JR ENTREVISTA: desvincular piso do ensino pode enfraquecer educação pública, diz Camilo Santana

Ministro da Educação alerta que Brasil já investe muito abaixo dos patamares de países desenvolvidos em educação

Conteúdo Exclusivo|Do R7

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O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (9) é o ministro da Educação, Camilo Santana. À jornalista Tainá Farfan, ele disse ser contra qualquer mudança que desvincule o piso da educação do orçamento. A desvinculação significaria retirar a obrigatoriedade de aplicar um percentual mínimo da receita pública para atividades nessa área, como ocorre atualmente.

Segundo o ministro, o Brasil já investe muito abaixo dos patamares de países desenvolvidos em educação (apenas 1/3 do que investem na educação básica). Para ele, desvincular o piso penalizaria a educação pública e as pessoas que dependem dela.

“O Brasil teve muitos avanços importantes. A criação do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica] foi o principal deles, mas a gente ainda está investindo 1/3 do que os países mais desenvolvidos do mundo inteiro investem na educação básica. A gente precisa até cumprir uma lei, que é o Plano Nacional da Educação, que estipulou que até 2024 o Brasil tinha que investir 10% do PIB da educação. Nós não investimos praticamente a metade disso”, disse Santana.

O ministro afirmou que lutará para preservar os recursos da educação e evitar novos contingenciamentos ou bloqueios. Além disso, Santana fez um apelo ao Congresso Nacional para que não haja cortes na educação, pois acredita que ela deve ser uma prioridade para o país.

Santana também comentou sobre a restrição ao uso do celular nas escolas, que na avaliação dele foi uma medida acertada e importante.

“Eu acho que as pessoas perderam a capacidade de conviver, porque também faz parte do processo pedagógico a convivência na sala de aula, no intervalo. A gente vê crianças voltando para o intervalo, agora brincando de ping pong, pulando corda, jogando futebol, conversando, sendo criança. Então, acho que isso foi importante. Isso melhora a atenção das crianças”, opinou.

O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no PlayPlus.

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