Construtora confessa que usou dinheiro brasileiro como propina para ex-presidente de Angola

A Odebrecht atua em Angola há quase 40 anos, mas foi durante os governos de Lula e Dilma Rousseff no Brasil que a empreiteira deu o maior salto nos negócios no país africano. Crescimento sustentado por financiamentos do BNDES. Segundo a Procuradoria Geral da República, há indícios de crimes cometidos contra o BNDES, que abriu uma linha de crédito exclusiva para Angola de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 4,5 bilhões. O esquema também teria pago campanhas eleitorais e palestras do ex-presidente Lula na África.

Em nota, a construtora informou que colabora com as investigações. “A Odebrecht, comprometida com uma atuação ética, íntegra e transparente, tem colaborado com as autoridades de forma permanente e eficaz, em busca do pleno esclarecimento de fatos do passado”, diz o comunicado. Confira nas multiplataformas do Jornal da Record os quatro boletins diários que vão ao ar também na Record TV e ainda uma versão exclusiva para o digital.