Minas Gerais Acusado de matar jovem em MG é condenado a 39 anos de prisão

Acusado de matar jovem em MG é condenado a 39 anos de prisão

Adolescente de 15 anos teria sido abusada sexual antes de ser morta, na cidade de Formiga, a 200 km de Belo Horizonte

A Justiça condenou a 39 anos e dois meses de prisão o homem suspeito de matar uma adolescente no município de Formiga, a aproximadamente 200 km de Belo Horizonte. Maria Eduarda tinha 15 anos e foi morta no dia 2 de junho de 2020, segundo a denúncia, por Gustavo Miranda de Oliveira, de 26 anos. Ele foi preso na época do crime e aguardava na prisão o julgamento, que aconteceu nesta terça-feira (14).

Adolescente tinha 15 anos

Adolescente tinha 15 anos

Reprodução/ Record TV Minas

O júri popular, que aconteceu no Fórum da cidade de Formiga, durou mais de 7 horas e foi composto por sete integrantes, sendo quatro homens e três mulheres.

Oliveira foi condenado por homicídio triplamente qualificado, roubo e estupro. A pena será cumprida em regime fechado.

Relembre o caso

Câmeras de um circuito de segurança registraram o acusado seguindo a jovem no dia do crime. Em outro ângulo, é possível ver o homem saindo de uma mata sozinho. Ele teria se aproximado da adolescente para roubar o celular.

O corpo de Maria Eduarda foi encontrado cinco dias depois do crime em um terreno abandonado. De acordo com a polícia, Oliveira confessou que violentou e matou a jovem asfixiada com uma de suas peças de roupa. De acordo com a polícia, ele tirou o chip do celular da vítima, jogou fora e foi embora com o aparelho.

Segundo o delegado Tiago Veiga Ludwig, o homem é usuário de drogas e já tinha passagens na polícia por furto e roubo. “Causou estranheza na apuração uma pessoa que tinha vinculação apenas com crimes de menor potencial e que nunca envolveram violência ou grave ameaça, desenvolver tamanha barbárie”, afirmou. O delegado ainda afirma que o condenado não esclareceu porque o roubo do telefone celular evoluiu pra uma violência sexual e em seguida para a morte da Maria Eduarda.

“Por mais do que doa, por mais que a saudade aumenta, não vai trazer ela de volta pra mim, mas só de pensar que ele está na cadeia, que ele não vai sair, já é um pouco de alívio”, diz Deisiane Aparecida da Silva, mãe de Maria Eduarda.

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