Minas Gerais Advogada da Cemig depõe em CPI sobre contratos sem licitação

Advogada da Cemig depõe em CPI sobre contratos sem licitação

CPI investiga supostas irregularidades em contratos da Cemig com fornecedores e até empresa de recrutamento de executivos

Auditora confirmou contratos "fora da norma"

Auditora confirmou contratos "fora da norma"

Divulgação/ALMG/Sarah Torres

A advogada da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), Cláudia Campos Faria, presta depoimento, nesta segunda-feira (23), em sessão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga supostas irregularidades em contratos da empresa.

Outra pessoa que também será ouvida pela comissão é o ex-gerente de Compras de Materiais e Serviços da Cemig, Leandro Corrêa de Castro. 

Cláudia foi convocada pela CPI na condição de investigada, para esclarecer as contratações diretas - ou seja, sem licitação - de empresas de Recursos Humanos para seleção de executivos da Cemig. Como revelou o R7 em abril deste ano, a companhia pagou R$ 170 mil para a empresa Exec realizar o processo de seleção do presidente da empresa. No entanto, a empresa de "headhunter" teve a contratação formalizada depois que o presidente selecionado pelo processo já havia tomado posse.  

No caso de Leandro Corrêa de Castro, que será ouvido na condição de testemunha, os deputados esperam que ele esclareça outras contratações diretas realizadas pela Cemig desde o ano de 2019. 

Depoimentos

Na última semana, três servidores foram ouvidos pela CPI. A superintendente de Auditoria Interna, Débora Lage Martins, confirmou à comissão que houve casos de contratos sem licitação que não estão em conformidade com as normas internas da Cemig. Os deputados expuseram problemas relacionados a contratos sem embasamento de preço, contratos sem parecer da gerência técnica e mesmo firmados após a execução do serviço, como foi o caso da Exec. 

Outros dois executivos foram ouvidos pela CPI, nesta semana: o gerente de Provimento e Desenvolvimento de Pessoal da Cemig, Rômulo Provetti e o diretor-adjunto de Gestão de Pessoas, Hudson Felix Almeida. Este último admitiu ter feito a convalidação do contrato entre a Cemig e a Exec. A convalidação ratifica processos administrativos com erros ao longo do processo.

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