Ala do principal hospital de MG é interditada após surto de covid-19

Pacientes foram transferidos para unidade referência no tratamento da doença, em Belo Horizonte; sindicato calcula ao menos 11 infectados no setor

Hospital é o maior e mais importante de Minas Gerais

Hospital é o maior e mais importante de Minas Gerais

Divulgação / Fhemig

Uma ala do sexto andar do Hospital João 23, o maior de Minas Gerais, foi interditada após a unidade registrar um surto de covid-19 no setor.

Segundo o diretor da Asthemg (Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais) Carlos Martins, ao menos 11 pacientes teriam sido infectados.

— Ainda temos entre 22 e 24 pacientes no sexto andar aguardando o resultado do exame.

O hospital não confirmou o número de infectados. De acordo com a assessoria da unidade de saúde, o “paciente fonte” da doença foi identificado e isolado. Ele e os demais diagnosticados foram transferidos para o Hospital Eduardo de Menezes, que está atendendo exclusivamente casos de covid-19.

Em nota, a Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), que administra a unidade, destacou que por ser um pronto-socorro, o Hospital João 23 recebe um grande número de pacientes, aumentando o risco de propagação do vírus.

A Fundação também afirmou ter testado todos os pacientes e profissionais que tiveram contato com pessoas da ala em questão e que adota todas as medidas de proteção necessárias.

Confira a nota na íntegra:

“Por ser uma unidade de urgência, o Hospital João XXIII recebe diariamente centenas de casos não relacionados à covid-19, mas que, algum momento, podem ser pacientes infectados. Desde o início da pandemia, o hospital isolou uma sala na Urgência e leitos no CTI para receber os casos suspeitos até que sejam encaminhados para as unidades de referência, como é estabelecido nos protocolos clínicos vigentes.

Houve infecções pontuais em outros setores do hospital durante esses meses, mas não relacionados com o surto da enfermaria no sexto andar. Esses casos foram isolados, transferidos, enfim, tudo seguindo o que o protocolo orienta, como em qualquer outro estabelecimento hospitalar. Somente no sexto andar aconteceu o surto, por causa da fragilidade dos pacientes internados por serem crônicos.

Há de se considerar que estamos em um cenário de calamidade na saúde, onde todos os cuidados e medidas estão sendo reforçados nas unidades de saúde, balizados por protocolos clínicos, com notificações e acompanhamentos pelas autoridades sanitárias. Mesmo com esses esforços, estamos percebendo o aumento gradual da pandemia, não só em Minas Gerais. O Hospital João XXIII integra toda uma rede de saúde e está cumprindo as determinações no que se refere à prevenção e contenção de casos.

Quanto à testagem dos servidores, o protocolo vigente estabelece que sejam testados os sintomáticos e os que tiveram contato com casos confirmados. Porém, os servidores podem receber orientação e atendimento a qualquer momento, a Fhemig possui inclusive um serviço destinado especialmente aos servidores, seja por telefone ou presencialmente (no caso, no Hospital Eduardo de Menezes). Os Núcleos de Saúde e Segurança do Trabalhador, presentes em todas as unidades, também estão à disposição.

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*Estagiário do R7, sob supervisão de Pablo Nascimento