Minas Gerais Alunos da UFMG pedem expulsão de dois professores por denúncias de assédio e homofobia

Alunos da UFMG pedem expulsão de dois professores por denúncias de assédio e homofobia

Um dos docentes teria se insinuado para uma estudante e foi afastado para investigações

  • Minas Gerais | Márcia Costanti, do R7

Estudantes fizeram protestos contra docentes

Estudantes fizeram protestos contra docentes

Reprodução/Facebook

Estudantes da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) denunciaram dois professores da instituição por condutas irregulares. Segundo as informações, Francisco Coelho, que leciona no curso de Ciências Sociais, teria assediado uma aluna em sala de aula, dizendo que gostaria de queria "vê-la na horizontal".

Já outra caso apresentado pelos alunos é o de Antônio Zumpano, que ministra a disciplina de matemática no curso de Gestão Pública. Os universitários alegam que o profissional tem costume de utilizar as redes sociais para postar mensagens homofóbicas.

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De acordo com a secretária do Centro Acadêmico de Ciências Sociais, Fernanda Maria Caldeira, foi organizada uma assembleia logo após a denúncia de que a aluna teria sido assediada por Coelho. A estudante conta que a reunião ficou "lotada" e afirma que "há anos" o professor tem feito este tipo de comentário.

— É um histórico antigo desse professor, fazer essas piadas. Ouvimos vários relatos de ex-alunos de que não era uma coisa específica com essa menina, então decidimos entrar com um processo administrativo no colegiado.

A denúncia foi encaminhada ainda para a reitoria da universidade, Ministério Público e para o Ministério da Educação. Fernanda ressalta que os estudantes querem a expulsão do professor, que chegou a ter a porta da sala pichada em protesto.

De acordo com o diretor da Fafich (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG), todas as providências para apurar a denúncia estão sendo tomadas. Coelho foi temporariamente afastado do cargo e uma sindicância foi organizada para avaliar a situação. Dois professores e um aluno serão responsáveis por analisar provas e dados sobre o caso.

— A sindicância tem 30 dias para apurar provas e fazer as investigações. Caso fique comprovado, será pedida a formação de uma comissão disciplinar, que vai propor a penalidade, podendo ir desde advertência até exoneração.

Homofobia

Os estudantes ainda organizaram um protesto no último dia 17, alegando que vários estudantes se sentiram ofendidos com os supostos "ataques" do professor Antônio Zumpano, que estaria postando várias mensagens nas redes sociais de caráter homofóbico. A assessoria de imprensa da UFMG informou que está apurando a situação e deve enviar posicionamento da instituição em breve.

A reportagem do R7 não conseguiu entrar em contato com os dois docentes.

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