Amostras de esgoto indicam maior circulação do coronavírus em BH

Projeto coordenado pela Agência Nacional de Águas identificou que aumentou de 29% para 50% presença do vírus em amostras coletadas na Grande BH

Presença do novo coronavírus no esgoto do ribeirão Arrudas aumentou

Presença do novo coronavírus no esgoto do ribeirão Arrudas aumentou

Reprodução/Record TV Minas

A presença do novo coronavírus nos esgotos sanitários de Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana, aumentou de acordo com monitoramento da ANA (Agência Nacional de Águas).

A segunda fase do projeto-piloto identificou a presença do SARS-CoV-2, vírus que provoca a covid-19, em metade das amostras coletadas na bacia do ribeirão Arrudas e em 69% das amostras do ribeirão do Onça. Os dados são referentes ao período de 27 de abril a 8 de maio e representam um aumento em relação à primeira fase.

Entre 13 e 24 de abril, exames em 29% das amostras do ribeirão Arrudas e 64% do ribeirão do Onça detectaram o novo coronavírus.  

As duas sub-bacias recebem efluentes de uma população de 2,2 milhões de pessoas, o equivalente a 71% do total de habitantes da região metropolitana de Belo Horizonte. 

De acordo com os pesquisadores do projeto, os resultados "sugerem tendência de aumento da circulação do vírus nas diferentes regiões estudadas”. Segundo eles,  os resultados ainda são preliminares, porque ainda não estãp incluídos todos os pontos de amostragem previstos.

Na primeira fase, as amostras foram coletados em 16 pontos e, na segunda, em 20 pontos. Na próxima fase, deve chegar a 24 locais examinados. 

Objetivo

O objetivo do projeto-piloto Monitoramento COVID Esgotos é monitorar a presença do vírus nas amostras de esgoto em diferentes pontos entre as cidade de BH e Contagem.

O trabalho tem previsão de durar cerca de 10 meses e os pesquisadores pretendem identificar tendências e alterações na ocorrência do vírus nas diferentes regiões analisadas para entender a prevalência e a dinâmica de circulação do vírus.

Ainda não há evidências da transmissão do vírus através das fezes, mas os dados coletados permitem saber mais detalhes sobre a ocorrência do novo coronavírus por região, o que pode direcionar a adoção ou não de medidas de relaxamento consciente do isolamento social.

Também pode possibilitar avisos precoces dos riscos de aumento de incidência do COVID-19 de forma regionalizada, embasando a tomada de decisão pelos gestores públicos.