Novo Coronavírus

Minas Gerais Após confirmar 3ª morte em três dias, Ipatinga retoma isolamento 

Após confirmar 3ª morte em três dias, Ipatinga retoma isolamento 

Município suspendeu flexibilização e só autoriza serviços essenciais incluídos em decreto federal; ocupação de UTIs beira 100% da capacidade

  • Minas Gerais | Luíza Lanza*, do R7

Reunião decidiu a retomada do isolamento social em Ipatinga

Reunião decidiu a retomada do isolamento social em Ipatinga

Divulgação/Prefeitura de Ipatinga

No mesmo dia em que confirmou mais uma morte pelo terceiro dia consecutivo por covid-19, a Prefeitura de Ipatinga, a 212 km de Belo Horizonte, anunciou que vai voltar atrás com a flexibilização do isolamento social. Agora a cidade tem quatro óbitos.

Em reunião realizada nesta segunda-feira (1°), o Comitê Gestor de Crise decidiu que, a partir da terça-feira (2), somente serviços essenciais poderão funcionar no município do Vale do Aço. Os setores não essenciais, como bares e restaurantes, ficam autorizados a prestarem seus serviços via entrega ou retirada no local. 

Leia mais: Expansão da covid-19 no interior e Grande BH pressiona a capital

De acordo com o prefeito Nardyello Rocha (Cidadania), a medida foi adotada para evitar a necessidade de um confinamento total e obrigatório na cidade. 

— A medida tem dois objetivos. Salvar vidas e não permitir que os nossos leitos fiquem saturados a ponto de não conseguir atender a micro e a macroregião, e evitar o lockdown. Não adianta nós deixarmos o comércio aberto para daqui uns dias fecharmos novamente sem previsão de retorno.

A Prefeitura de Ipatinga vai seguir as determinações do decreto federal, que classifica como essenciais uma série de serviços, incluindo salões de beleza e academias.

Nardyello afirmou, também, que o hospital de campanha que ainda não estava sendo utilizado vai auxiliar as demandas por leitos de enfermaria. A partir da quinta-feira (4), quatro barreiras sanitárias vão ser instaladas no município. 

Casos

O município do Vale do Aço confirmou, nesta segunda, a quarta morte causada pela covid-19: um senhor de 92 anos que estava internado desde o dia 26 de maio. Esse é o terceira óbito da doença registrado em um período de três dias; até a sexta-feira (29), havia apenas um óbito confirmado.

Além disso, Ipatinga tem outros 295 casos já confirmados. Há uma semana, eram 125. O aumento exponencial dos casos pressionou a administração municipal que, em 28 de abril, havia flexibilizado a quarentena e permitido a abertura do comércio. O baixo índice de isolamento social na região era, na última semana, uma preocupação para o Governo de Minas.

Ocupação UTIs

Na sexta-feira (29), a Prefeitura de Ipatinga havia confirmado que o município não tinha mais leitos públicos de terapia intensiva disponíveis para atender pacientes infectados pelo novo coronavírus. 

O município de 260 mil habitantes possui apenas 27 leitos, que estavam 100% ocupados. De acordo com o prefeito, Ipatinga recebe pacientes de outras cidades da região, como Braúnas, Governador Valadares, Coronel Fabriciano, Joanésia. 

— Nós temos, hoje, leitos de enfermanria ainda em uma condição, não vou dizer confortável, mas de atendimento. Nosso grande gargalo está na UTI. Praticamente 40% [dos pacientes] é de fora. Nós jamais deixaremos de atender alguém enquanto tivermos leitos.

Nardyello Rocha esclereceu que, quando os leitos chegam a sua capacidade máxima de atendimento, as demandas vão para uma lista de regulação, controlada pelo SUS Fácil; programa integrado do Sistema de Saúde para agilizar o atendimento dos serviços hospitalares. A partir daí, os pacientes que precisarem de internação são tansferidos para o município mais perto que tiver vaga naquele momento.  

*Estagiária do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli

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