Coronavírus

Minas Gerais Após denúncia de fura-fila, Zema demite secretário e tem novo nome

Após denúncia de fura-fila, Zema demite secretário e tem novo nome

Governador cedeu à pressão após escândalo de fura-fila na Secretaria de Saúde; assume o posto, o médico Fábio Baccheretti

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7

Zema (dir.) decidiu afastar o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral (esq.)

Zema (dir.) decidiu afastar o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral (esq.)

Divulgação/Imprensa MG/Pedro Gontijo

Com a pressão causada pelas denúncias de irregularidades na vacinação de servidores dos mais diversos escalões da SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), o governador Romeu Zema (Novo) demitiu o secretário Carlos Eduardo Amaral e anunciou, na manhã desta sexta-feira (12) um novo nome para a pasta. 

O novo chefe da pasta é o presidente da Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais), o médico Fábio Baccheretti. responsável pela gestão das unidades de saúde estaduais, entre elas hospitais referência para atendimento à covid, como o Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte. 

De acordo com Zema, o trabalho de Baccheretti na condução da pandemia "colaborou para os resultados relevantes em expansão de leitos". 

A exoneração de Amaral e a nomeação do novo secretário ainda não constam no Diário Oficial do Estado. 

Demissão

A demissão do secretário Carlos Eduardo Amaral também foi anunciada por Zema nas redes sociais, no fim da noite desta quinta-feira (11). Em uma postagem, o governador se referiu a um "afastamento" do secretário e agradeceu ao trabalho prestado por ele na condução da crise gerada pela pandemia de covid-19. 

Veja: Secretário de Saúde de MG diz que se vacinou para dar exemplo

"Minas Gerais tem um dos melhores resultados no enfrentamento ao coronavírus graças à responsabilidade da gestão", afirmou Zema. 

A exoneração de Amaral aconteceu 8 horas depois que o próprio governador anunciou que ele permaneceria à frente da pasta. Zema disse que o chefe da pasta garantiu que as medidas foram "técnicas e legais". 

Após a reunião entre Zema e Carlos Eduardo Amaral, o secretário convocou uma coletiva de imprensa para prestar esclarecimentos sobre o episódio. Ele negou irregularidades e disse que os servidores só começaram a ser vacinados depois que 70% dos profissionais de saúde terem sido vacinados. 

Fura-fila

O caso de vacinação de servidores da saúde foi revelado pelo R7 na última segunda-feira (8). Servidores do primeiro, segundo e terceiro escalões foram vacinados, mesmo estando fora dos grupos prioritários determinados pelo Ministério da Saúde. Ao todo, 806 funcionários da pasta foram imunizados. 

Os servidores foram comunicados por meio de memorando interno. Cada área deveria indicar o nome dos servidores, a idade e se estava exercendo trabalho de campo ou em home office. Todos eles foram convocados para se vacinarem na Rede de Frio Estadual, no bairro da Gameleira. 

O caso foi levado para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que abriu uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as denúncias. O Ministério Público e a Polícia Federal também abriram inquéritos para apurar a conduta das autoridades. 

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