Novo Coronavírus

Minas Gerais Após suposto "fura-filas" em MG, servidores vão receber 2ª dose

Após suposto "fura-filas" em MG, servidores vão receber 2ª dose

Imunização estava suspensa desde quando o MP começou a investigar o caso; confirmação foi feita perto do fim do prazo

Texto prevê 2ª dose para todos os servidores

Texto prevê 2ª dose para todos os servidores

Abir Sultan/EFE/EPA

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais vai aplicar, nos próximos dias, a segunda dose da vacina contra a covid-19 nos servidores da pasta.

A imunização estava suspensa desde o mês de março, quando o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) e uma CPI  (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Assembleia Legislativa começaram a investigar um suposto esquema de "fura-filas" entre os funcionários da pasta.

A decisão de retomar o processo foi aprovada pelo Cib (Comissão Intergestores Bipartite), que reúne representantes de Secretarias de Saúde Municipais e do Governo Estadual.

O grupo tomou como base as orientações das fabricantes da vacinas que não recomendam o espaçamento maior que de 2 a 4 semanas (CoronaVac) e 4 a 12 semanas (Astrazeneca) entre uma dose e outra. O grupo também citou os decretos que garantem aos trabalhadores da saúde o direito ao medicamento para garantir a continuidade da prestação de serviços.

Segundo a deliberação publicada no Diário Oficial do Estado, nesta segunda-feira (5), todos os trabalhadores vão poder receber a segunda dose, “de acordo com as diretrizes do Programa Nacional de imunizações”.

"Todas  as  doses  aplicadas  deverão  ser  devidamente registradas de forma nominal no Sistema de informação do Programa Nacional de imunizações (SI-PNI)", completa o texto.

A reportagem procurou o Governo de Minas para saber se há uma previsão de data e da quantidade de doses que serão aplicadas, mas ainda não teve retorno.

A CPI que apura as denúncias já havia pedido à Secretaria de Saúde para tomar uma decisão sobre a continuação da campanha, tendo em vista aos prazos apresentados pelos laboratórios.

Na época, parecer do MPMG indicou que o Estado deveria priorizar os servidores que estão expostos a maior riscos.

Investigação

Denúncias apontam que agentes que não fazem parte da linha de frente de combate à covid-19 teriam sido imunizados.

A lista de vacinados mais recente enviada pelo Governo à ALMG contém mais de 1.800 nomes. Entre eles, pessoas que atuavam apenas em home office, trabalhadores internos e de diferentes setores, como almoxarifado e comunicação.

O caso culminou na queda do então secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, e do secretário adjunto, Marcelo Cabral. Ambos negaram que tenha ocorrido qualquer irregularidade na escolha dos imunizados.

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