Até agora, pico de mortes por covid-19 em Minas foi em 2 de julho

Nesta data foram registrados 60 mortes pela doença em todo o Estado; números ainda devem aumentar, devido à demora para registro oficial

Pico de mortes, até agora, foi em 2 de julho

Pico de mortes, até agora, foi em 2 de julho

Divulgação/Imprensa MG/Pedro Gontijo

O Governo de Minas Gerais confirmou em boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (22) o maior número de mortes por covid-19 registradas em 24 horas em todo o Estado. Foram 95 óbitos e, com essas confirmações, o número total de óbitos passou para 2.166. 

Um levantamento feito pela reportagem com os dados divulgados pela SES-MG mostra que, até o momento, o pico de mortes causadas pela covid-19 foi registrado no dia 2 de julho. Até o momento, conforme os registros oficiais do Governo de Minas, 60 pessoas faleceram nesta mesma data por complicações causadas pela doença. No dia seguinte, 3 de julho, foram registrados 57 óbitos. e, em 4 de julho, foram 51 mortes.

A SES-MG afirmou que a previsão do maior número de casos e óbitos da pandemia era para o dia 15 de julho, mas que só será possível confirmar essa informações no futuro. Conforme a secretaria, Minas Gerais entrou em um platô com estabilização de casos.

Demora

O que este dado esconde é que, por conta da demora no repasse das informações confirmadas entre as secretarias municipais e a SES-MG (Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais), há um atraso entre a data de óbito e a data do registro feito pelas autoridades sanitárias. 

As 95 mortes incluídas no boletim desta quarta-feira (22) ocorreram em um intervalo de 38 dias, entre 13 de junho e 21 de julho. O R7 já mostrou, na última semana, casos em que o atraso no registro dos óbitos chegou a 55 dias. Um idoso de 75 anos de idade, faleceu em maio na cidade de Espinosa, a 700 km de Belo Horizonte, mas só entrou para as estatísticas oficiais quase dois meses depois. 

A demora na notificação entre secretarias incomodou o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral. Nesta quarta-feira (22) ele pediu às prefeituras e líderes municipais que enviem com mais rapidez as notificações de novos casos. 

— Isso pra nós é importante para que venhamos a trazer uma informação mais atualizada, com intervalo de tempo mais curto entre o óbito que aconteceu e a confirmação pelo Estado de Minas Gerais.