Atingidos por barragem fecham estrada em protesto contra Samarco

Moradores manifestam contra a volta das operações da empresa e denunciam lentidão na reparação dos danos da barragem de Mariana

Manifestantes fecharam a MG-129

Manifestantes fecharam a MG-129

Divulgação / Mab

Cerca de 200 pessoas atingidas pelo rompimento da barragem da Samarco fecharam, na manhã desta terça-feira (5), a MG-129, em Mariana, na região Central de Minas Gerais. A tragédia que matou 19 pessoas e deixou centenas de desabrigados completa quatro anos, nesta terça-feira.

O grupo protesta contra a volta das operações da mineradora Samarco, que deve acontecer até o segundo semestre de 2020, já que o Governo do Estado liberou a última licença que faltava para o retorno da empresa.

De acordo com o Mab (Movimento dos Atingidos por Barragens), os manifestantes também denunciam a lentidão na reparação dos danos provocados pela tregédia. Como exemplo, o grupo cita o reassentamento das mais de 300 famílias que ficaram desabrigadas, que ainda não ocorreu. A previsão da Renova, fundação criada para administrar as ações de reparação, a previsão é de que as casas dos primeiros moradores fiquem prontas até agosto de 2020.

Procurada pelo R7, a Samarco descatou que tem realizado "todos os esforços" com o objetivo de reparar os danos causados pelo rompimento da barragem e dar assistência aos atingidos pela tragédia. A Fundação Renova afirmou que considera legítima a manifestação e que tem "o diálogo como prática norteadora de suas ações".

Veja a íntegra da nota da Samarco:

"A Samarco reforça seu compromisso com as comunidades e locais atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão e reafirma que todos os esforços têm sido feitos para a reparação dos danos causados. A empresa informa que, até agosto deste ano, foram destinados R$ 6,68 bilhões para as ações de reparação e compensação conduzidas pela Fundação Renova”.

Veja a íntegra da nota da Renova:

"A Fundação Renova é a entidade responsável pela mobilização e execução da reparação dos danos provocados pelo rompimento da barragem de Fundão. A Fundação Renova esclarece que considera legítima qualquer manifestação popular, coletiva ou individual, e reafirma que possui o diálogo como prática norteadora de suas ações."