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Minas Gerais Atraso em obra de captação da Vale pode causar falta de água em BH

Atraso em obra de captação da Vale pode causar falta de água em BH

Relatório da Câmara de BH aprovado nesta quarta-feira (16) alerta para consequências de atraso na obra, que deveria ter sido entregue em setembro

Captação de água foi suspensa em janeiro de 2019

Captação de água foi suspensa em janeiro de 2019

Copasa/Divulgação

O atraso na entrega de uma obra de captação de água no leito do rio Paraopeba, que é de responsabilidade da Vale, pode provocar racionamento e falta de água em Belo Horizonte.

A conclusão é do relatório final da CPI das Barragens, da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

Belo Horizonte pode ter que racionar água a partir de 2020

Depois que a barragem da Vale em Brumadinho se rompeu, em janeiro de 2019, a mineradora se comprometeu a entregar as obras de uma nova fonte de captação, em outro ponto do rio, onde o leito não foi contaminado. Prevista para setembro, as obras atrasaram e só serão totalmente entregues em abril do ano que vem.

O relatório, apresentado nesta quarta-feira (16) foi encaminhado à procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais, que acompanha as negociações entre Vale e o Tribunal de Justiça sobre a questão.

Cronograma

A mineradora alega que fatores externos "alheios à vontade e controle da Vale" contribuíram para o atraso no cronograma de entrega da obra, que deveria estar em pleno funcionamento desde 30 de setembro.

A Vale cita a pandemia de covid-19 e medidas restritivas decretadas pelo poder público como dificultadores para a conclusão do trabalho.

Nos termos do cronograma original para construção do novo sistema de captação de água do rio Paraopeba, em implantação no município de Brumadinho, a fase de comissionamento e testes estava prevista para iniciar em 30 de setembro de 2020.

"Com o necessário ajuste de cronograma, a fase de comissionamento e testes deve iniciar-se ainda em dezembro de 2020, com a vazão inicial de 1.000 l/s, sendo aumentada gradualmente ao longo do mês de janeiro de 2021, até atingir a vazão nominal de 5.000 l/s em fevereiro", explica a Vale.

Ainda de acordo com a mineradora, o novo sistema vai devolver a mesma captação que foi suspensa em janeiro do ano passado por conta do rompimento da barragem.

"Paralelamente, a Vale implementou um conjunto de ações emergenciais para contribuir com o abastecimento de água pela Copasa e fortalecer o sistema hídrico que atende a Região Metropolitana de Belo Horizonte, como a reativação de grandes poços no Vetor Norte e a interligação dos sistemas Velhas e Paraopeba", diz a empresa, em nota.

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