Minas Gerais Aumento na transmissão da covid ainda não ameaça comércio em BH

Aumento na transmissão da covid ainda não ameaça comércio em BH

Comitê de combate à pandemia explica que a elevação na taxa ainda está dentro de um nível de "estabilidade", mas pede atenção da população

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Cidade registrou aumento no RT 3 dias seguidos

Cidade registrou aumento no RT 3 dias seguidos

Pixabay/ Reprodução

O aumento registrado nos últimos três dias na taxa de transmissão da covid-19 em Belo Horizonte ainda não coloca a abertura do comércio em risco.

Em entrevista ao R7 na tarde desta quarta-feira (7), o secretário adjunto de Planejamento, Jean Mattos, explicou que a oscilação na taxa conhecida como RT foi dentro de uma margem de "estabilidade".

— A classificação do índice passou do alerta verde para o amarelo, mas o fato da taxa ainda está bem próxima de 1 indica estabilidade na pandemia. Ainda não há um crescimento que gere preocupação de descontrole e aumento da demanda de leitos nos hospitais.

Na última sexta-feira (2) o índice estava em 0,94. Já nesta quarta-feira ele ficou em 1,06. Na prática, isto significa que cada grupo de 100 infectados na cidade transmite o coronavírus para outras 106 pessoas.

Unaí Tupinambás, infectologista membro do comitê de enfrentamento à pandemia, explica que o cenário pode mudar e ficar preocupante caso RT atinja 1,5.

— Um aumento deste impactaria a ocupação das UTIs [unidade de tratamento intensivo] daqui 15 dias.

Por enquanto, o nível de ocupação dos hospitais da cidade estão no nível verde, o que segundo os especialistas da prefeitura, garante “certa tranquilidade”. Nesta quarta, 62,5% dos leitos complexos estavam disponíveis, enquanto as enfermarias tinham 66% das vagas livres.

A cidade tem até o momento 43.805 infectados e 1.321 mortes provocadas pela doença.

Flexibilização

Apesar do cenário de “estabilidade”, a prefeitura continua acompanhando de perto os dados da pandemia. O comitê de combate ao vírus irá se reunir na tarde desta quinta-feira (8) para avaliar o cenário da semana. Caso necessário, um novo encontro pode ser realizado na sexta-feira (9).

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Tanto o secretário adjunto Jean Mattos, quanto o infectologista Unaí Tupinambás alertam que os números precisam se manter estáveis para evitar um novo fechamento da cidade. O médico destaca que neste momento em que a população pode sair às ruas, a máscara é a ferramenta de maior ajuda. O alerta também vale para o feriado de 12 de outubro, que se aproxima.

— A gente não queria ter que fechar a cidade no final do ano, com as festas de Natal e Réveillon, mas para que isso não ocorra, a população tem que ficar atenta.

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