Minas Gerais Avô e neta carbonizados em batida de carro em BH são enterrados

Avô e neta carbonizados em batida de carro em BH são enterrados

Acidente aconteceu na sexta-feira (15) e corpos foram liberados pelo IML nesta terça (19); suspeito de causar batida segue detido 

  • Minas Gerais | Akemí Duarte, Da Record TV Minas

Os corpos de Aleyson Machado Carmo, de 65 anos, e sua neta, Ana Beatriz Dias Carmos, de 14, foram enterrados na manhã desta quarta-feira (20). Avô e neta morreram carbonizados em um grave acidente na última sexta (15), na avenida Carlos Luz, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

O IML (Instituto Médico Legal) liberou os corpos na tarde desta terça-feira (19). Para Iracema Carmo, irmã e tia das vítimas, o enterro ajuda na superação do ocorrido.

— Ficamos no aguardo do DNA e graças a Deus os corpos foram liberados. Parece que houve um conjunto de pessoas que conseguiram acelerar esse processo, que iria demorar no minímo 30 dias. É um momento difícil, mas é um ciclo, temos que viver isso. Quando ocorre o enterro é que a ficha cai.

Avô e neta morreram no acidente

Avô e neta morreram no acidente

Record TV Minas/Reprodução

No carro também estavam a filha de Carmo, Glennia Carmo, de 33 anos, e o outro neto dele, de 10 anos. A mulher ficou três dias intubada e continua internada em estado grave. O garoto não teve ferimentos graves. Os dois foram levados para o Hospital João 23, na região Central de Belo Horizonte.

O veículo em que a família estava pegou fogo após ser atingido por um carro conduzido por um motorista embriagado. Testemunhas relataram à polícia que o acidente teria ocorrido após o veículo das vitímas ter sido fechado por um automóvel de luxo, uma Mercedes-benz Cla 200, que trafegava na mesma direção. A suspeita é que ele estivesse participando de um racha. O motorista que causou o acidente, Alexandre Felipe Domingos, de 46 anos, não se machucou.

Suspeito segue detido

Alexandre foi preso em flagrante logo após o acidente e segue detido. Ele vai responder por homicídio culposo e lesão corporal gravíssima, os dois crimes com a pena agravada pela embriaguez ao volante. A Polícia Civil já abriu investigação sobre o caso e irá ouvir testemunhas nos próximos dias.

O órgão investiga o envolvimento de outro carro no acidente, que também estaria em alta velocidade na avenida. Imagens de uma câmera de segurança vão ajudar a identificar o suposto veículo.

O suspeito já respondia em liberdade pelo crime de embriaguez ao volante em 2019, em que também foi aberto um procedimento administrativo para a suspensão do seu direito de dirigir.  Iracema espera que, desta vez, ele continue preso e pague pelo crime.

— Estamos passivos disso, basta estar vivo para morrer. Mas uma morte tão brutal assim ninguém merece. Ainda mais quando não é acidente e, sim, um assassinato. Ele tem que pagar. Na justiça dos homens, que é a prisão, na justiça de Deus e pagar financeiramente, porque é uma família muito simples.

Últimas