Coronavírus

Minas Gerais BH acusa MG de não repassar 50 mil doses e equipe de Zema rebate

BH acusa MG de não repassar 50 mil doses e equipe de Zema rebate

Secretário de Kalil fala em decisão política; equipe de Romeu Zema alega tentativa de reequilibrar a distribuição entre os municípios

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Prefeitura de BH vai acionar MP e Ministério Público

Prefeitura de BH vai acionar MP e Ministério Público

Record TV Minas/Reprodução

A distribuição das vacianas contra a covid-19 fez surgir uma queda de braço entre a Prefeitura de Belo Horizonte e o Governo de Minas Gerais, nesta terça-feira (15).

O secretário de Saúde da capital mineira, Jackson Machado, fez um pronunciamento acusando a equipe do governador Romeu Zema (Novo) de deixar de repassar quase 50 mil doses à cidade, sugerindo decisão política. Fábio Baccheretti, secretário estadual de Saúde de Minas, horas antes, já havia alegado que a capital mineira recebeu quantidade menor para reequilibrar a distribuição entre os municípios.

Jackson Machado relatou que esperava a chegada de 70 mil unidades de imunizantes em Belo Horizonte na última sexta-feira (11), quando a capital recebeu, na verdade, quase 20 mil doses. O representante da gestão Kalil diz que não foi avisado sobre a mudança no volume da entrega.

— Eu conversei com o Fábio Baccheretti [secretário estadual] nesta manhã e ele falou que a decisão foi do Coes-MG [Centro de Operações de Emergência em Saúde], mas não detalhou porque o grupo fez isto.

Momentos antes do pronunciamento de Machado, Baccheretti já havia comentado sobre a situação com a imprensa em uma coletiva realizada na Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas Gerais, na região Norte de Belo Horizonte.

Segundo o membro da gestão Zema, o Conselho de Secretários Municipais, jutamente com o Ministério da Saúde, optou por deixar de distribuir a vacina base no número de pessoas vacinadas contra a gripe em anos anteriores para passar a considerar a proporção em relação ao número de habitantes. Assim, eles definiram que 14% dos moradores de cada cidade serão considerados como grupo de comorbidades.

— Na última semana, quando foi distribuída vacina para comorbidade, Belo Horizonte estava com 12% enquanto outras cidades estavam com 7% e 8%. Por isso, recebeu uma quantidade menor de vacina, para equilibrar.

Reflexos

Segundo Jackson Machado, o fato de Belo Horizonte não ter recebido as 70 mil doses esperadas impediu que as pessoas com idades entre 53 e 55 anos fossem vacinadas nesta semana. A capital mineira começou a atender a faixa etária de 56 a 59 na semana passada.

Alem do impasse com o Governo Estadual, o secretário avaliou que as revisões na distribuição de doses feitas pelo Ministério da Saúde também afetou a organização de um calendário de imunização para a capital mineira.

— Já fizemos vários esboços de cronograma de vacinação. Todos tiveram que ser abortados porque as entregas não foram cumpridas. Não vamos prometer vacinar a faixa etária de 30 anos porque não sabemos se vamos poder cumprir.

O secretário prometeu enviar um ofício ao Ministério Público e ao Ministério da Saúde questionando a diferença nos números. Machado ainda afirmou que vai questionar uma suposta desproporção em relação à quantidade de medicamentos hospitaralares entre os Estados. Segundo ele, Mato Grosso do Sul, por exemplo, estaria recebendo proporcionamente mais produtos que São Paulo e Minas Gerais.

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