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Minas Gerais BH destina 'sobras' da vacina a cadastrados em grupos prioritários

BH destina 'sobras' da vacina a cadastrados em grupos prioritários

Agentes de saúde acionam moradores da região, por telefone, quando há 'xepa' de doses nos pontos de imunização ao fim do dia

Prefeitura diz que atende apenas grupos prioritários

Prefeitura diz que atende apenas grupos prioritários

Carlos Ortega/EFE - 07.05.2021

Quem tem interesse em receber uma das doses do imunizante da covid-19 que sobram nos postos de saúde ao fim do dia em Belo Horizonte precisa fazer parte do grupo atualmente atendido pela campanha e estar cadastrado no site da prefeitura.

Popularmente conhecidas como a "xepa da vacina", as sobras têm provocado uma corrida contra o tempo nos postos de saúde de todo Brasil. Isto acontece já que os imunizantes usados no país têm mais de uma dose por frasco e elas precisam ser aplicadas em até seis horas após a abertura, quando são da Pfizer ou CoronaVac. As novas remessas da AstraZenaca com cinco aplicações já permitem o uso em até 48 horas.

Flávio Pimenta, subsecretário de Promoção e Vigilância à Saúde de Belo Horizonte, explica que o município montou uma estratégia com três alternativas para encontrar uma pessoa apta a ser imunizada e, assim, evitar o desperdício. A primeira é tentar não abrir um novo frasco sem necessidade ao fim do expediente.

— Nestes horários, quando se tem uma ou duas pessoas na fila, os agentes de saúde entram em contato com outros postos da mesma região para ver se têm a quantidade disponível e, quando existe, fazem o remanejamento.

Quando a dose não é encontrada na unidade vizinha, os aplicadores abrem um novo frasco e começam o que a prefeitura chama de "busca ativa".

— A unidade tem o cadastro dos moradores da região. Então, os agentes procuram por aqueles que se enquadram no grupo de vacinação atendido no momento e fazem o contato por telefone, convidando-os para a vacinação. Se a pessoa não tem disponibilidade de ir até o posto, uma equipe volante vai à casa dela aplicar a dose.

Se mesmo com as duas tentativas não for possível encontrar um "dono" para a 'xepa', a orientação é acionar o morador cadastrado que faça parte da faixa prioritária prevista para ser imunizada logo na sequência.

— Isto raramente acontece, mas quando ocorre precisa seguir a lista. Como exemplo, se estamos vacinando as pessoas com comorbidades de 55 a 50 anos e não conseguimos encontrar alguém interessado, vamos nos cadastros das pessoas de 49 anos e, assim, sucessivamente.

Alerta

O subsecretário destaca que não adianta o morador ficar no posto aguardando para receber uma dose remanescente caso não seja do grupo atendido no dia. O representante da prefeitura garante que não foi preciso, até o momento, acionar pessoas que não fazem parte das prioridades e dá um alerta a quem tentar burlar o sistema.

— Estamos sendo rigorosos ao orientar a necessidade de se seguir a lista de prioridades. Se acontecer algo fora disso, vale lembrar que toda vacinação é nominal. O registro da pessoa fica no sistema, assim como o número de CRM do médico que constatou a doença da pessoa com comorbidade. Eles podem ser acionados.

Vacinação em BH

Atualmente, Belo Horizonte aplica a primeira dose nas pessoas com comorbidades que tenham se cadastrado no site da prefeitura até o dia 3 de maio. Uma nova remessa de cadastros foi finalizada no último domingo (16), mas os moradores ainda não foram convocados.

Para o reforço, a população deve seguir a data indicada no cartão de vacina ou no calendário anunciado pela prefeitura, em caso de alterações.

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