BH e MG não sabem o que fazer com novo protocolo da cloroquina

Ministério da Saúde passou a prever, a critério do médico, uso do medicamento em pacientes com sintomas leves, crianças, gestantes

Ministério ampliou protocolo de uso da cloroquina

Ministério ampliou protocolo de uso da cloroquina

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Um dia depois de o Ministério da Saúde anunciar uma mudança no protocolo de uso da cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com sintomas leves da covid-19, as secretárias de saúde de Minas e de Belo Horizonte ainda não sabem se irão ou não adotar o procedimento nas suas redes. 

Em nota, a SES (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) afirmou que, como o protocolo é recente, o Coes-Minas (Centro de Operações de Emergência em Saúde) ainda analisa o novo regulamento para "definir as medidas a serem tomadas". 

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Nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde divulgou um documento que altera o protocolo sobre uso da cloroquina e hidroxicloroquina que, agora passa a prever uso dos medicamentos em pacientes com sintomas leves, bem como crianças, gestantes e mulheres que tiveram filhos recentemente. O documento foi assinado pelos chefes de sete secretarias da pasta

O Ministério da Saúde, no entanto, alerta que ainda não há “ensaios clínicos” que ccomprovem o benefício “inequívoco” dos medicamentos e, por isso, fica “a critério do médico a prescrição”, diante da necessária autorização do paciente.

Belo Horizonte

Na capital mineira, a Secretaria Municipal de Saúde diz que aguarda a liberação do Conep (Conselho Nacional de Ética em Pesquisa) para realizar um ensaio clínico e "avaliar o possível benefício da associação da hidroxicloroquina ou cloroquina com a azitromicina, nos pacientes não graves de covid-19".

Ainda de acordo com a pasta, é esse estudo que "determinará se o tratamento será incorporado, ou não, ao protocolo da Secretaria Municipal de Saúde".