Novo Coronavírus

Minas Gerais BH fecha acordo com Butantan para garantir CoronaVac à população

BH fecha acordo com Butantan para garantir CoronaVac à população

Equipe do prefeito Alexandre Kalil (PSD) afirma que a cidade também tem refrigeradores para armazenar possível vacina da Pfizer, caso necessário

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Prefeitura de BH fechou acordo com o Butantan

Prefeitura de BH fechou acordo com o Butantan

Dado Ruvic/Ilustration/Reuters - 04.12.2020

A Prefeitura de Belo Horizonte fechou um acordo com o Instituto Butantan, do Governo de São Paulo, para garantir as vacinas CoronaVac para os moradores da capital mineira.

A informação foi confirmada pela equipe do prefeito Alexandre Kalil (PSD), na manhã desta quarta-feira (9).

De acordo com a prefeitura, a ideia do acordo é que o imunizante seja aplicado em Belo Horizonte "tão logo a vacina Coronavac, em desenvolvimento no Instituto, seja aprovada".

O Instituto Butantan tem um acordo com a farmacêutica chinesa Sinovac, para produzir no Brasil a vacina da marca contra a covid-19. A CoronaVac ainda não tem autorização da Ansiva (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para ser usada na população.

Mesmo sem o registro ainda ter sido aprovado, o governador de São Paulo, João Dória (PSDB) prometeu começar a aplicar o medicamento na população paulista no dia 25 de janeiro de 2021.

A reportagem procurou a Prefeitura de Belo Horizonte para saber quantas doses da CoronaVac devem ser compradas, mas ainda não teve retorno.

Pfizer

O comunicado da Prefeitura de BH indica ainda que a cidade conta com três super-freezers para armazenar as vacinas da farmacêutica Pfizer, caso o município receba doses do medicamento.

Os equipamentos vão ser disponilizados em uma parceria com a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) para garantir o resfriamento das doses que precisam precisam ser guardadas a -70º C.

Na última semana, a Prefeitura de Belo Horizonte sinalizou que também analisa a possibilidade de comprar as vacinas desenvolvidas pelo Instituto Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro, em parceria a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Conforme já anunciado pelo prefeito Alexandre Kalil, a estratégia é que o município consiga garantir a vacinação da população caso ocorra algum imprevisto com o Governo Federal, responsável pelas campanhas de imunização. As equipes de saúde ainda não definiram quais grupos serão vacinados primeiro na cidade.

"A Prefeitura de Belo Horizonte reafirma a expectativa de poder contar com o Programa Nacional de Imunização, coordenado pelo Ministério da Saúde, independentemente de qual vacina seja aprovada. No entanto, caso as vacinas do Butantan ou da Pfizer estejam disponíveis primeiro, a Prefeitura conta com as parcerias para iniciar a imunização dos grupos de risco o quanto antes", destacou nota da prefeitura.

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