Coronavírus

Minas Gerais BH repassa 3ª parcela de R$ 6 mi para estudos de vacina da UFMG

BH repassa 3ª parcela de R$ 6 mi para estudos de vacina da UFMG

Prefeitura vai investir R$ 30 mi na pesquisa do imunizante contra a covid; Anvisa avalia dados para autorizar testes em humanos

Vacina da UFMG pode custar 80% menos que as demais

Vacina da UFMG pode custar 80% menos que as demais

Divulgação / Fábio Marchetto / SES-MG

A Prefeitura de Belo Horizonte realizou o repasse da terceira parcela de R$ 6 milhões para os estudos da vacina contra a covid-19 da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A informação foi confirmada na noite desta quarta-feira (1º).

O acordo entre o Executivo e a instituição de ensino prevê o pagamento de R$ 30 milhões parcelado em seis vezes. O valor será usado para viabilizar as fases 1 e 2 dos estudos clínicos da Spintec, imunizante desenvolvido pela UFMG que é considerado o mais promissor dos projetos do tipo no Brasil.

Segundo a prefeitura, os recursos usados no patrocínio vêm do caixa da Secretaria Municipal de Saúde. O valor ajuda a custear os experimentos com animais, compra de substâncias e a produção de lotes da vacina para análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A previsão é que os repasses sejam finalizados em dezembro deste ano. O imunizante pode começar a ser administrado já no ano que vem.

Spintec

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela UFMG é uma das que está em estágio mais avançado no país. Segundo os pesquisadores que integram o projeto, a Spintec pode custar até 80% menos do que as vacinas compradas pelo Governo Federal atualmente. A expectativa é que o imunizante seja usado periodicamente para reforçar a proteção da população contra a doença.

A UFMG solicitou à Anvisa autorização para testar a Spintec em humanos. A previsão dos pesquisadores é que 300 pessoas participem desta fase. Caso os resultados sejam positivos, o imunizante pode ser testado na população em geral ainda no primeiro semestre de 2022. A solicitação ainda está sendo analisada pela Anvisa.

*​Estagiário do R7 sob a supervisão de Flávia Martins y Miguel.

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