BH terá ato pelo Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

Encontro será no dia 27 de janeiro; em um ano, 108 inquéritos foram abertos em Minas

Agricultura foi um dos setores com mais denúncias no último ano
Agricultura foi um dos setores com mais denúncias no último ano Divulgação/Repórter Brasil

Um ato público em Belo Horizonte, na próxima quarta-feira (27), lembra o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e os 12 anos da Chacina de Unaí, quando servidores do Ministério do Trabalho foram assassinados durante fiscalização em fazendas dos "Reis do Feijão", Alberto e Norberto Mânica. Os fazendeiros foram condenados em 2015 e recorrem em liberdade. 

O encontro vai destacar que 1.010 pessoas foram flagradas em situação análoga à escravidão no Brasil em 2015, conforme estatísticas do Ministério do Trabalho. O Ministério Público do Trabalho abriu 108 inquéritos em Minas e 1.139 em todo o País, em 2014, sob suspeita de trabalho escravo.

Os setores com mais irregularidades são agricultura (justamente a única atividade que cresceu no ano passado), construção civil e mineração.

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Segundo o Código Penal, trabalho forçado, jornada exaustiva, condição degradante e servidão por dívida caracterizam a redução de um trabalhador à condição análoga à escravidão. 

No ato público em BH, no dia 27, devem participar representantes do Ministério Público Federal, do Ministério Público do Trabalho, da Justiça do Trabalho, Polícia Federal, Secretaria de Direitos Humanos, centrais sindicais e entidades da sociedade civil que combatem as práticas abusivas no ambiente de trabalho. 

O encontro ocorre a partir das 14h no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, na rua dos Tamoios, 596, 10º andar, centro.