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Minas Gerais BH vai usar "velocímetro da covid-19" para monitorar pandemia

BH vai usar "velocímetro da covid-19" para monitorar pandemia

Ferramenta usa indicadores como velocidade de surgimento dos novos casos e taxa de ocupação de leitos de UTI e enfermaria para montar diagnóstico

  • Minas Gerais | Gisele Ramos, da RecordTV Minas

Ferramenta usa indicadores para monitorar situação da pandemia

Ferramenta usa indicadores para monitorar situação da pandemia

Reprodução/RecordTV Minas

A Prefeitura de Belo Horizonte deve começar a utilizar um "velocímetro" para orientar a população sobre a evolução da pandemia de covid-19 na capital mineira.

Desenvolvida por um professor universitário, em conjunto com o Comitê de Enfrentamento à doença da prefeitura, a ferramenta  ajudará, ainda, na tomada de decisões do Executivo municipal e ações como o da flexibilização do isolamento social.

Belo Horizonte é a cidade com mais casos confirmados de Covid 19 no Estado. São 857 registros e 23 mortes, ao todo. E o acompanhamento da doença na cidade agora ganhou forma e cores com um "velocímetro" criado pelo professor de estatística Bráulio Couto.

— A gente já tinha experiência no uso dessa ferramenta para avaliar o risco de surto hospitalar. Então, discutimos a possibilidade de adaptar a ferramenta e criamos informações sobre como a epidemia está caminhando.

A ferramenta é considerada uma maneira didática para atualizar a população sobre a evolução da pandemia em Belo Horizonte. E a ideia é de que ela ajude nas futuras decisões da prefeitura sobre a flexibilização do isolamento social.

Indicadores

Os três indicadores principais do "velocímetro" são: a velocidade do surgimento de novos casos, a taxa de ocupação de leitos de UTI e a taxa de ocupação de leitos de enfermaria exclusivos para a doença.

Por enquanto, o velocímetro é apenas um protótipo. Mas já retrata a realidade da capital mineira em meio a pandemia. Graças ao isolamento social, que começou no dia 20 de março, a velocidade de crescimento dos números da doenca na cidade é baixa.

O professor Bráulio Couto conta que o projeto já foi apresentado ao Governo de Minas e, em breve, pode estar disponível para ajudar a retratar a situação de todo o Estado.

— Nós conseguimos o tal achatamento da curva e, por isso, pode ser que o pico não aconteça. Isso tem um efeito colateral, que é a pessoa achar que não teve e voltar à atividade normal. Temos que ficar de olho no velocímetro e fazer flexibilização em etapas para não ter um desacerto.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, ainda não há uma data para que o velocímetro entre em ação.  

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