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Minas Gerais Bióloga recebe auxílio nos EUA, após ter benefício negado no Brasil

Bióloga recebe auxílio nos EUA, após ter benefício negado no Brasil

Mineira de Poços de Caldas estava em Nova Iorque em um estágio; como pagou os impostos no país estrangeiro em 2019, teve direito aos US$ 1.200

  • Minas Gerais | Luíza Lanza* e Marina Avelar*, do R7

A mineira de Poços de Caldas morou em Nova Iorque até outubro de 2019

A mineira de Poços de Caldas morou em Nova Iorque até outubro de 2019

Reprodução/Arquivo Pessoal

Uma bióloga de Poços de Caldas, a 466 km de Belo Horizonte, teve uma boa surpresa na última semana de abril: após ter o auxílio emergencial de R$ 600 negado pelo governo federal, Simone Cristina dos Santos descobriu que foi contemplada pelo benefício de US$ 1.200 nos Estados Unidos.

Com o dólar a R$ 5,73, o benefício vale mais de 10 vezes o que ela receberia caso tivesse sido contemplada pelo governo brasileiro. 

Entre setembro de 2018 e outubro de 2019, Simone viveu em Nova Iorque onde fazia estágio em uma empresa de controle de pragas agrícolas. Durante esse período, como pagava os impostos do país normalmente, por ser estrangeira, ela teria direito à restituição de parte do valor. 

Por isso, mesmo após retornar ao Brasil, Simone deixou uma conta aberta em um banco do Estados Unidos. Com o vínculo bancário e os débitos em dia, ela acabou contemplada pelo auxílio emergencial concedido pelo governo estadunidense durante a pandemia do coronavírus. Lá, qualquer pessoa que tenha um número de seguridade social, equivalente ao CPF no Brasil, deve ter acesso aos pagamentos.

Com o auxílio negado aqui, a surpresa foi um alívio para a bióloga. 

— Eu fiquei muito desapontada por não ter conseguido o auxílio daqui [do Brasil], por que quando eu pedi estava em completo desespero, sem saber o que fazer. Não sei por que motivos negaram, eu fiquei frustada, por perceber que eu não tinha direito à ajuda.

Desempregada

Sem conseguir emprego na área após voltar ao Brasil, Simone estava trabalhando de recepcionista em um hotel. Mas, com o fechamento do setor durante a pandemia, ela estava desempregada.  

Com um pouco de sorte, ela disse que "Deus me iluminou e disse para olhar a conta". Foi quando descobriu o dinheiro. Segundo ela, colegas do intercâmbio que também tinham o direito ao auxílio norte-americano não o receberam por já terem cancelado o vínculo bancário.

Agora, enquanto a crise do coronavírus não passa e ela não começa no novo emprego, o dinheiro vai ser utilizado para pagar as contas. A outra parte vai ficar guardada para o futuro. 

*Estagiária do R7 sob a supervisão de Lucas Pavanelli

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