Queda de barragem em minas
Minas Gerais Casas de atingidos por barragem em Mariana começam a ser construídas

Casas de atingidos por barragem em Mariana começam a ser construídas

Moradores que perderam imóveis e propriedades graças ao rompimento da barragem de Fundão, em 2015, hoje, vivem em casas alugadas

Reconstrução de casas e dos distritos deve gerar 4.000 empregos

Reconstrução de casas e dos distritos deve gerar 4.000 empregos

Divulgação/Fundação Renova

A Fundação Renova, instituição criada para fazer a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, em 2015, começa a construir nesta segunda-feira (29) as novas casas de vítimas da tragédia que matou 19 pessoas há quatro anos. As obras serão responsáveis por gerar cerca de 4.000 empregos. 

A instituição firmou contrato com duas empresas: a HTB será responsável pela realização dos serviços de infraestrutura e de construção de residências e bens públicos no reassentamento coletivo do novo povoado de Bento Rodrigues

Já a construtora Andrade Gutierrez ficará responsável por obras de infraestrutura e de moradias em Paracatu de Baixo. As duas comunidades foram atingidas por cerca de 50 milhões de m³ de lama que vazaram da barragem do Fundão. Para se ter uma ideia, essa quantidade de rejeitos é quatro vezes maior que a da barragem que estourou em Brumadinho seis meses atrás. 

De acorco com a Fundação Renova, o processo de reassentamento envolve desenvolvimento e aprovação de estudos, planejamento urbanístico, desenvolvimento personalizado das casas, instalação de bens coletivos e aprovação de cada projeto junto à Prefeitura de Mariana. 

Histórico

A comunidade de Bento Rodrigues foi arrasada pela lama de rejeitos de minério em novembro de 2015. Pessoas que perderam suas casas e propriedades vivem, hoje, em casas alugadas pela Fundação Renova. Em fevereiro de 2018, a comunidade aprovou, por 99,44% dos votos, o projeto do reassentamento, que será feito em um novo lugar, conhecido como Lavoura.