Novo Coronavírus

Minas Gerais Chefe do MPMG pede investigação sobre vacinação de deputado

Chefe do MPMG pede investigação sobre vacinação de deputado

Professor Irineu (PSL), de 63 anos, recebeu o imunizante contra covid-19 em Betim quando a cidade vacinava pessoas com 65 anos

Deputado nega irregularidades na vacinação

Deputado nega irregularidades na vacinação

Divulgação / ALMG / Clarissa Barçante

O procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares, pediu ao MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) para investigar possível irregularidade na vacinação do deputado estadual Professor Irineu (PSL), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Resultado preliminar da prefeitura indicou que houve ilegalidade na aplicação da vacina contra a covid-19, no último dia 14 de abril.

Na data, o município aplicava as doses nas pessoas com 65 anos. O deputado, que confirmou ter sido vacinado no dia, tem 63 anos. Na época, o parlamentar alegou que havia sido informado por uma servidora, por telefone, que sua idade já estava sendo contemplada. Ao chegar ao posto de saúde, ele teria descoberto que não poderia ser atendido, mas poderia esperar até o fim do expediente para receber o medicamento caso sobressem doses - o que ele teria feito.

Na última semana, a Prefeitura de Betim informou que afastou do cargo a então gerente da unidade de saúde, mas não esclareceu qual foi a participação dos envolvidos no caso. Segundo o administração local, o relatório sobre a investigação será enviado ao MP e à ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais).

Na Assembleia, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquéritos) que apura casos de fura-filas no Estado já informou que aguarda a chegada do documento e que o caso será encaminhado ao Conselho de Ética da casa.

Procurado pela reportagem, o advogado Dalvo Bemfeito, que acompanha o deputado Professor Irineu, informou a defesa vai se manifestar após ter acesso ao relatório das investigações feitas pela Prefeitura de Betim. Bemfeito diz que solicitou os documentos à Ouvidoria da cidade na última sexta-feira (23). O advogado, ressalta, no entanto, que o cliente afirma não ter tido culpa.

— Tanto nós [advogados] quanto o deputado Professor Irineu estamos tranquilos em relação a este assunto. Entendemos que não houve irregularidade por parte dele.

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