Minas Gerais Cidades podem incluir número de leitos privados, diz Governo de MG

Cidades podem incluir número de leitos privados, diz Governo de MG

Decisão do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 pode permitir que cidades incluídas na onda vermelha possam progredir para a amarela no Estado

Maior parte está na onda amarela

Maior parte está na onda amarela

Reprodução/Governo de Minas

O Comitê de Enfrentamento à Covid-19, do Governo de Minas Gerais, garantiu, nesta quinta-feira (13) que cidades como Belo Horizonte possam progredir da onda vermelha para a amarela no programa Minas Consciente. Com isso, elas ficam autorizadas a abrir parte dos comércios considerados não essenciais.

Segundo deliberação nº 78, publicada hoje pelo Comitê no DIário Oficial, municípios de maior porte podem passar a incluir, em seus indicadores, a quantidade de leitos hospitalares da rede suplementar de saúde, ou seja, dos hospitais particulares. 

De acordo com o secretário de Estado Adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, a deliberação permite a BH, por ter leitos suplementares, ficar na "onda amarela"

- Ela [a deliberação 78] dá a possibilidade da realização de estudo para possível inclusão de leitos da saúde suplementar ao Minas Consciente e possibilitar uma melhor retomada das atividades econômicas.

Com a inclusão desses leitos, Belo Horizonte, poderia, portanto, progredir para a onda amarela, já que teria uma quantidade maior de leitos disponíveis para atender a pacientes que necessitarem de atendimento médico. 

A decisão do Governo de Minas pode não surtir um efeito, na prática, ao menos no caso da capital mineira. Isso porque a Prefeitura de Belo Horizonte informou ao Ministério Público na última terça-feira (11) que não pretende aderir ao Minas Consciente e que tem levado em conta seus próprios indicadores de saúde para definir a reabertura ou fechamento do comércio. 

Com relação aos leitos de saúde suplementar, a Prefeitura de BH já começou a utilizar essa estratégia desde a semana passada. O Executivo municipal passou a incluir os dados dos hospitais privados argumentando que 48,8% da população da capital mineira tem acesso a planos de saúde e que, em caso de contaminação pela covid-19, procurariam hospitais particulares e não da rede do SUS. 

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