Coronavírus

Minas Gerais Com prazo menor para 2ª dose, BH concluirá vacinação até dezembro

Com prazo menor para 2ª dose, BH concluirá vacinação até dezembro

Intervalo da Pfizer para adolescentes foi reduzido para 2 meses; 3ª dose deve chegar a todos os grupos prioritários até janeiro de 2022

BH ainda não prevê abrir mão das máscaras

BH ainda não prevê abrir mão das máscaras

Washington Alves/Reuters - 16.06.2021

Os moradores de Belo Horizonte com idade a partir de 12 anos devem passar as próximas festas de fim de ano com as duas doses da vacina contra a covid-19 no braço.

Em entrevista ao R7, o diretor de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da capital mineira, Paulo Roberto Correa, disse que a expectativa é que o esquema de imunização na cidade seja concluído até o início de dezembro.

— Possivelmente entre o final de novembro e o início de dezembro será possível atingirmos esta meta, já que o intervalo da segunda dose dos adolescentes de 17 a 12 anos foi reduzido para dois meses, por orientação do Ministério da Saúde.

Por enquanto, o encurtamento do prazo na capital mineira só vale para os jovens. Todos eles foram atendidos com o imunizante Pfizer, o único autorizado no Brasil para a faixa etária. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde ainda não descarta a possibilidade de também reduzir o intervalo para outros grupos que receberam o mesmo medicamento, como as pessoas de 24 e 25 anos.

"A Prefeitura de Belo Horizonte segue as orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde. Para a redução do prazo entre a aplicação da primeira e segunda dose da Pfizer para todos os públicos, é imprescindível que novas remessas de vacinas sejam entregues. A Secretaria Municipal de Saúde reafirma a disponibilidade de pessoal e de todos os insumos necessários para a imediata continuidade do processo", pontuou a pasta.

Último grupo previsto para receber a primeira injeção atualmente, os jovens de 12 anos sem comorbidades foram atendidos neste sábado (9). Assim, espera-se que eles voltem aos postos de saúde até o dia 4 de dezembro.

Uso de máscara

Apesar do avanço na vacinação, Correa avalia que ainda é cedo para pensar em abolir o uso das máscaras faciais.

— Ainda não temos nenhum indicativo para suspender a obrigatoriedade, já que a vacinação completa ainda não aconteceu.

Os dados mais recentes da prefeitura, atualizados na última sexta-feira (8), apontam que 79,9% dos moradores com mais de 12 anos haviam recebido a primeira dose, enquanto o segundo reforço ou aplicação única havia chegado a 54,6% do grupo.

— Não podemos falar em um cenário tranquilo porque trabalhamos para que 100% dos moradores sejam vacinados, tanto pelo bem deles quanto dos outros. Porém, o importante é que de 80% a 85% da população geral tenha tomado as duas doses para atingirmos a imunização coletiva. Sabemos que algumas pessoas não querem se vacinar. Não podemos obrigá-la, mas estamos nos mobilizando para sensibilizá-las.

A prefeitura aguarda acesso a uma plataforma de dados do Ministério da Saúde para fazer novo levantamento sobre a quantidade de pessoas que não voltaram para receber a segunda dose. A última apuração, realizada no início de setembro, indicava 25 mil desistentes da CoronaVac e outros 12 mil da AstraZeneca, mas a prefeitura afirma que alguns deles podem ter se vacinado em outra cidade.

Terceira dose

Paulo Roberto Correa lembra que além da conclusão do ciclo de duas aplicações, a preocupação da Secretaria Municipal de Saúde atualmente é garantir a busca pela terceira dose entre os grupos que foram convocados para receber o reforço.

Por enquanto, a dose extra é indicada para idosos com mais 60 anos, pessoas com alto grau de imunossupressão e profissionais da saúde. Estes grupos já estão sendo convocados por etapas, mas Correa calcula que até janeiro de 2022 todos tenham sido atendidos, já que é preciso aguardar seis meses após a aplicação da segunda dose. Os critérios para receber a terceira injeção estão disponíveis neste link.

— Em BH, este grupo está recebendo, prioritariamente, a vacina da Pfizer, mas há autorização do Ministério da Saúde para usar a AstraZeneca. Por enquanto, ainda não vamos precisar mudar a marca, já que temos recebido carregamentos da Pfizer.

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