Coronavírus: amostras de esgoto estimam 50 mil infectados em BH

Pesquisa da UFMG já identificou presença do SARS-coV-2 em todas as amostras nos pontos de coleta na região; oficialmente, BH tem 4.485 casos 

Pesquisa analisou diversos pontos na Grande BH

Pesquisa analisou diversos pontos na Grande BH

Google Street View/Divulgação

Um projeto da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) que monitora a presença do novo coronavírus em amostras de esgoto na rede da Grande BH estima que Belo Horizonte tenha cerca de 10 vezes mais casos de covid-19 que o que mostram os dados oficiais. 

De acordo com a pesquisa, as análises das amostras coletadas entre 8 e 12 de junho, é possível estimar que mais de 50 mil pessoas já foram infectadas na capital mineira. Nesta segunda-feira (22), a Prefeitura de Belo Horizonte confirmou 4.485 casos de covid-19 na cidades. 

Em nove semanas de análises, essa é a primeira vez em que 100% das amostras da bacia do ribeirão Arrudas registram a presença do novo coronavírus. Isso também é visto na bacia do ribeirão do Onça já há três semanas.

De acordo com o monitoramento, a estimativa de infecção chegou a 11.7% do total de moradores atendidos por um dos pontos de coleta. Na semana anterior, esse percentual tinha chegado a 6,9%. 

Projeto

O projeto Monitoramento Covid Esgotos, que é coordenado pela UFMG, também com a atuação de outros órgãos, como a ANA (Agência Nacional de Águas), a Copasa, o Igam (Instituto Mineiro de Gestão de Águas) e a SES (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais).