Minas Gerais Coronavírus: variante P1, de Manaus, é a mais comum em BH

Coronavírus: variante P1, de Manaus, é a mais comum em BH

Das 117 amostras analisadas pela UFMG, cerca de um terço são de variante responsável por aumento de casos na capital mineira

  • Minas Gerais | Gabriel Rodrigues, da RecordTV Minas

Uma pesquisa do departamento de Genética da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), identificou que a variante P1, que foi descoberta, primeiramente, na cidade de Manaus (AM), é a mais comum em Belo Horizonte. E isso  pode estar por trás do aumento do número de casos na cidade nos últimos meses 

De acordo com o Painel de Monitoramento da Covid-19, feito pela SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais) das 381 amostras sequenciadas geneticamente, 117 indicaram presença de variantes entre moradores de Belo Horizonte. 

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Para determinar quais são as variantes que predominam no Estado, o laboratório de Biologia Integrativa, do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução, da UFMG deu início a um importante estudo. O laboratório recebe as amostras dos testes e cataloga de onde elas vieram. Então, é extraído o material genético e, depois, é realizada a identificação para saber qual é aquela variante do vírus.

Distribuição das variantes em Minas

Distribuição das variantes em Minas

Reprodução/SES-MG

De acordo com o professor de Genética Humana, da UFMG, professor Renan Pedra, o estudo vai analisar 1.000 amostras para traçar um perfil sobre as variantes que circulam no Estado. 

— Desde o início da pandemia já foram identificadas mais de 900 variantes no mundo. A Fiocruz identificou 92 no Brasil, mas as importantes para o contexto clínico são quatro: a de Manaus, a britânica, a da África do Sul e a do Rio de Janeiro

As primeiras análises, que mostram a predominância da variante P1, podem justificar o aumento de casos e até a mudança do perfil das vítimas na capital mineira. 

— Desde o inicio do ano foi notou-se, tanto em Manaus, como em Minas Gerais uma mudança no perfil clínico dos paciente. Se, antes, a gente falava de um grupo de risco, 60, cardio, diabetes ou hipertensas, hoje o risco é de todas as pessoas. Indentificando mais jovens sem comorbidades, não só internadas, mas vindo a óbito e com hospitalizaçãoes mais curtas. 

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