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Minas Gerais Defesa Civil confirma 115 mortos em rompimento de barragem da Vale

Defesa Civil confirma 115 mortos em rompimento de barragem da Vale

Tragédia completou uma semana com 248 pessoas ainda desaparecidas; buscas continuam por tempo indeterminado

Ponte foi levada por onda de lama

Ponte foi levada por onda de lama

Pablo Nascimento / R7 - 25.01.2019

Uma semana após o rompimento da barragem de rejeitos da Vale, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, subiu de 110 para 115 o número de mortes causadas pela tragédia. Em comunicado feito nesta sexta-feira (1°), a Defesa Civil de Minas Gerais informou que a quantidade de desaparecidos também aumentou, passando de 238 para 248.

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De acordo com o tenente-coronel Flávio Godinho, chefe do órgão, a ouvidoria da Vale recebeu novas notificações sobre pessoas não localizadas. Por essa razão, houve mudança no número após oito dias de buscas.

Segundo o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros, houve uma redução em relação aos corpos encontrados em comparação aos outros dias devido à profundidade em que eles devem estar. O militar explica, ainda, que é necessário um trabalho cuidadoso para não descaracterizar os corpos e dificultar a identificação.

— O número diminuiu devido à dificuldade de acesso aos corpos. Agora, é necessária escavação e estabilização da área. Também fazemos um trabalho para não atrapalhar a identificação da Polícia Civil.

Tristeza toma conta de Brumadinho (MG) uma semana após a tragédia:

Buscas

A partir desta sexta-feira, a estratégia de buscas passou a ter um novo formato. Toda a área afetada pela lama de rejeitos da Vale foi dividida em 45 quadrantes e equipes foram espalhadas por elas. Segundo o tenente Aihara, a medida é para garantir a procura em todos os pontos.

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Questionado sobre o tempo de duração das buscas, o militar afirmou que elas seguem por tempo indeterminado. A título de comparação, ele lembrou que os bombeiros trabalharam na tragédia de Mariana por três meses.

Apesar de ser um acontecimento pouco provável, Aihara não descartou que pessoas ainda podem ser encontradas com vida.

— A gente não exclui a possibilidade de sobreviventes do ponto de vista técnico até que encontrarmos todos os corpos. Mas evidentemente, a medida em que o tempo avança a possibilidade matemática é muito pequena.

Veja o antes e depois da área atingida:

R7