Defesa Civil confirma movimentação de estrutura em outra mina da Vale

Talude da Mina do Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), sofreu movimentação; órgão não descartou que rompimento possa afetar barragem

Equipes da Vale identificaram movimentação na estrutura

Equipes da Vale identificaram movimentação na estrutura

Reprodução / Record TV Minas

A Defesa Civil de Minas Gerais confirmou nesta terça-feira (12) que parte da estrutura da barragem Gongo Soco, em Barão de Cocais, sofreu uma movimentação. O órgão foi acionado pela Vale, depois que equipes da mineradora identificaram a instabilidade em um talude na cava da Mina. 

De acordo com o tenente-coronel Flávio Godinho, coordenador da Defesa Civil Estadual, não houve rompimento da barragem Sul Superior, mas a instabilidade da estrutura gera preocupação. 

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— Se acontecer qualquer coisa no talude, ele vai carrear para dentro da cava. A barragem está à frente. A cava é um local aberto, bem grande, ele cairia e integraria ao ambiente.

No entanto, Godinho não descartou que a possibilidade de um rompimento dessa estrutura afete a barragem de Gongo Soco. 

- Não há como precisar a força e quantidade de material que carrearia para dentro da cava.

Ainda de acordo com o tenente-coronel, uma equipe está no local reunida com as forças de segurança. Todas as pessoas já foram retiradas das ZAS (Zonas de Autossalvamento), que ficam próximas à barragem e seriam as primeiras a serem atingidas em um eventual rompimento da barragem. E, nas zonas secundárias, os moradores foram orientados a procurar um local seguro. 

Em nota, a Vale confirma que suas equipes identificaram uma movimentação no talude da Mina de Gongo Soco e que a barragem fica a 1,5 km do local. 

Confira a nota da Vale, na íntegra:

Equipes da Vale identificaram movimentação no chamado talude Norte, na cava da mina Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), paralisada desde 2013.

A Vale está avaliando as possibilidades de eventuais impactos sobre a barragem Sul Superior, distante aproximadamente 1,5km da área do talude. As autoridades competentes foram envolvidas para também avaliarem a situação e, em caso de necessidade, definirem as medidas preventivas a serem tomadas.  A cava e a barragem são monitoradas 24h.

A barragem Sul Superior está em nível 3 desde 22 de março e a Zona de Autossalvamento (ZAS) já havia sido evacuada preventivamente em 8 de fevereiro.  Todas as medidas preventivas para este cenário já foram tomadas, incluindo a realização de simulados de emergência com moradores da Zona de Segurança Secundária (ZSS).  Também em março, a Defesa Civil e a Vale equiparam a ZSS com sinalização das rotas de fuga. Foram implantados pontos de encontro que funcionam 24h com equipes preparadas para o pronto atendimento à população.