Minas Gerais Deputada diz que foi chamada de "miliciana" por agente de aeroporto

Deputada diz que foi chamada de "miliciana" por agente de aeroporto

Xingamento teria sido feito durante revista em Confins (MG); momentos depois, Alê Silva (PSL-MG) precisou ser retirada do avião

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Deputada diz que havia uma tesoura na mala

Deputada diz que havia uma tesoura na mala

Dilvulgação / Câmara dos Deputados / Gustavo Sales

A deputada federal Alê Silva (PSL-MG) afirmou ter sido chamada de "miliciana" e "genocida" por uma atendente durante revista no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na região metropolitana, nesta terça-feira (25).

Em nota enviada à reportagem, a parlamentar afirmou que a situação a motivou a não autorizar inspeção em sua mala. A deputada se dirigiu diretamente ao avião e precisou ser retirada da aeronave pela Polícia Federal para bagagem passar por vistoria.

"No detector de metais, uma atendente que trabalha em uma empresa que presta serviço ao aeroporto disse que iria abrir a mala da deputada. A atendente disse que isso era uma “revista aleatória”. A Deputada abriu a mala, sendo a atendente colocar a mão sobre a mesma e disse: “Mala de miliciana e genocida tem que ser revistada com cuidado", afirmou a equipe de Alê Silva.

A BH Airport, que administra o terminal, e a Polícia Federal não comentaram sobre a acusação da parlamentar. Segundo a administração do aeroporto, durante inspeção dos objetos de mão de Alê Silva "foi identificado um item proibido para ingresso em Área Restrita de Segurança e a bordo de aeronaves, sendo necessário o encaminhamento para a inspeção física da bagagem", o que a deputada teria se recusado a fazer.

Em seguida, segundo a BH Airport, a Polícia Federal foi acionada. "Após autorização do comandante da aeronave, de forma a não comprometer a programação de decolagem, a PF procedeu à fiscalização de rotina da referida bagagem, sendo encontrado objeto não permitido em voos. O objeto foi retirado da bagagem, e a passageira foi autorizada pelo comandante a seguir viagem", destacou a PF. Segundo a deputada, o objeto era uma tesoura infantil que ela desconhece a origem.

Veja a íntegra da nota da deputada federal Alê Silva:

"A Deputada Federal Alê Silva estava na manhã de hoje, 25 de maio, no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, para voar com destino a Brasília.

No detector de metais, uma atendente que trabalha em uma empresa que presta serviço ao aeroporto disse que iria abrir a mala da deputada. A atendente disse que isso era uma “revista aleatória”.

A Deputada abriu a mala, sendo a atendente colocar a mão sobre a mesma e disse: “Mala de miliciana e genocida tem que ser revistada com cuidado”. A deputada após esses dizeres se calou, fechou a mala e foi em direção ao portão de embarque.

Após o embarque, a deputada realizou uma ligação para o seu chefe de gabinete, para que entrasse em contato, como de fato tentou, com a Delegacia da Polícia Federal do Aeroporto de Confins para dizer do ocorrido e também para falar que estava tudo bem com ela e que já estava dentro da aeronave, mas que não deixaria a atendente revistar a sua mala sem a presença de policiais. Porém, apesar das tentativas, a PF não atendeu ao telefone.

Neste meio tempo, dois policiais federais adentraram na aeronave e com muita truculência fizeram a deputada descer do avião e levar a mala até o local de revista.

Depois de revistada, foi encontrada uma tesoura cor de rosa infantil. No momento a Deputada achou que o artefato fosse de sua filha, mas depois de indagada a adolescente, essa disse que não, sendo que a Deputada então desconhece como que a tesoura foi parar lá.

Tendo em vista dos fatos, já estão sendo providenciadas as medidas cabíveis junto a ANAC (Agencia Nacional de Aviação Civil) que tem responsabilidade objetiva e solidária em relação à funcionária da empresa terceirizada. Ademais, a notificação oficial junto à empresa será também realizada sobre o fato ocorrido.

Ainda, uma ação será ajuizada na corregedoria da Polícia Federal, tendo em vista que foi tentado contato via telefone no aeroporto com a negativa de atendimento e resposta. Destaca-se também o modo de abordagem, que foi mediante truculência e abuso de poder, por parte dos policiais ao constranger a deputada."

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