Queda de barragem em minas
Minas Gerais Deputado afirma que Samarco é "vítima" de tragédia em Mariana 

Deputado afirma que Samarco é "vítima" de tragédia em Mariana 

Presidente da Assembleia do Espírito Santo acredita que mineradora precisa "levantar a cabeça"

Deputado afirma que Samarco é "vítima" de tragédia em Mariana 

Frase de deputado provocou reações exaltadas de eleitores no Facebook

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Theodorico Ferraço / Facebook / Reprodução

Para o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito, Theodorico Ferraço (DEM), a mineradora Samarco, responsável pela barragem de Fundão, que se rompeu em Mariana, na região central de Minas, é uma das "vítimas" da tragédia. Ele declarou que a empresa não deve ser encarada como "inimiga" e deve "levantar a cabeça" após o ocorrido. 

— É bom não encarar a Samarco apenas como a que destruiu o rio. Ela foi vítima também. Ela não ia provocar esse prejuízo por vontade própria. Houve omissão na fiscalização, etc. Hoje a preocupação é resolver o problema e fazer a Samarco levantar a cabeça.

A declaração foi dada à equipe do jornal Gazeta, de Vitória (ES) na última semana. 

Na última terça-feira (17), durante reunião de deputados capixabas com dirigentes da companhia, Ferraço pediu que "Deus abençoe a Samarco". Na quarta-feira (18), parlamentares assumiram a Cipe (Comissão Interparlamentar do Rio Doce), composta por políticos de Minas e do ES. 

Na ocasião, a coordenadora estadual do grupo, Luzia Toledo (PMDB), confessou ao jornal que, desde o início do ano, não foi realizada nenhuma reunião. 

— Não tivemos tempo, por acúmulo de serviço. Quando eu tentava marcar a reunião, Minas não podia. Quando Minas podia, a gente não podia.

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Estragos no litoral

A onda de lama proveniente do rompimento da barragem de Fundão viajou cerca de 600 km em 17 dias e chegou ao litoral capixaba na noite de sábado (21). Praias da cidade de Linhares precisaram ser interditadas, já que a água está imprópria para banho. Com o abastecimento de água suspenso, pescadores recolhem toneladas de peixes mortos na foz do rio Doce e se surpreendem com a presença de espécies que não costumam aparecer no trecho - segundo ambientalistas, peixes de água doce que tentaram fugir da enchente de lama e nadaram até o encontro com o mar. 

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