Dois funcionários da Vale presos pedem habeas corpus ao TJMG

Oito empregados da empresa foram detidos, na última sexta-feira (15), durante investigação sobre o rompimento da barragem de Brumadinho

Vale considera prisões "desnecessárias"

Vale considera prisões "desnecessárias"

Reprodução / Record TV Minas

A defesa de dois dos oito funcionários da Vale presos durante a investigação sobre o rompimento da barragem de Brumadinho enviou, nesta segunda-feira (18), pedidos de habeas corpus ao TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais).

As solicitações foram feitas pelos advogados de Marilene Christina Oliveira Lopes e de Artur Bastos Ribeiro e foram enviados à 7ª Câmara Criminal. Segundo o Tribunal, os recursos devem ser analisados o mais breve o possível.

Marilene trabalhava no setor de gestão de riscos geométricos da barragem da mina Córrego do Feijão. Ela participava do gerenciamento de dados corporativos que avaliam a qualidade das estruturas e integrava o setor que colocou a barragem I na “zona de alerta”.

Ribeiro era membro da gerência de geotecnia. Segundo o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais), ele teria participado ativamente da conversa entre funcionários da Vale e da Tüv Süd nos dias 23 e 24 de janeiro deste ano, às vésperas do rompimento, falando sobre uma possível anormalidade na barragem.

Além dos dois, outros seis funcionários da mineradora foram presos na última sexta-feira (15). De acordo com o juiz Rodrigo Heleno Chaves, percebe-se "fundadas razões de autoria ou participação dos investigados na prática de centenas de crimes de homicídio qualificado". Nesta segunda-feira, o MP continua colhendo depoimento dos detidos.

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A reportagem tenta contato com a defesa dos presos. Procurada, a Vale informou que considera as prisões “desnecessárias”, uma vez que os envolvidos já haviam prestado esclarecimentos espontaneamente.

Veja o antes e depois da área atingida:

R7